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DIVISÃO NO PL

Medeiros diz que PL libera prefeitos de apoiar Wellington, mas veta campanha contra o senador

Deputado afirma que direção nacional deixou prefeitos do PL livres para apoiar ou não o candidato ao Governo de Mato Grosso, mas proibiu campanha contra ele
Foto: 24 Horas MT

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O deputado federal José Medeiros (PL), pré-candidato ao Senado, afirmou que o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, decidiu deixar os prefeitos da legenda livres para definir se irão ou não apoiar o senador Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo de Mato Grosso.

Segundo Medeiros, a orientação foi definida após uma reunião entre lideranças do partido em Brasília. A decisão ocorre em meio à divisão interna provocada pela aliança firmada por Wellington com o MDB para a disputa das eleições de 2026.

De acordo com o deputado, a direção nacional não determinou que os prefeitos apoiem obrigatoriamente Wellington. No entanto, estabeleceu que eles não façam ataques públicos ao candidato do próprio partido nem atuem de forma ostensiva contra sua candidatura.

“O presidente Valdemar entendeu, deixou que eles ficaram livres. Então somente solicitou o seguinte: ‘Nós temos um candidato a governador, a gente quer que vocês não ataquem o nosso candidato a governador, não peçam voto ostensivamente’”, afirmou.

Aliança com MDB provoca resistência

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Medeiros também reconheceu que parte dos prefeitos do PL demonstra resistência à composição política de Wellington Fagundes com o MDB em Mato Grosso.

Na avaliação do parlamentar, o acordo provocou questionamentos entre integrantes da base eleitoral do partido, principalmente porque havia uma expectativa de que o PL adotasse outra estratégia nas articulações para as eleições deste ano.

“O nosso eleitor falou: ‘Até agora vocês disseram que não iam com o MDB’. E o que estamos respondendo é: realmente nós não vamos”, declarou.

Ao fazer a afirmação, Medeiros reforçou que, na avaliação dele, a composição construída em Mato Grosso não significa uma adesão do PL ao MDB.

A declaração ocorre em um momento de tensão dentro do partido em Mato Grosso. A aliança envolvendo Wellington e o MDB provocou reações entre lideranças da legenda, enquanto parte dos prefeitos e aliados avalia os impactos da composição sobre a disputa pelo Governo do Estado.

A orientação atribuída por Medeiros à direção nacional busca, nesse cenário, manter a liberdade política dos prefeitos sem permitir uma campanha pública de integrantes do PL contra o candidato escolhido pelo partido para a disputa majoritária.

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Medeiros é pré-candidato ao Senado pelo PL e integra o grupo que participa das articulações eleitorais da legenda em Mato Grosso. Wellington Fagundes, por sua vez, disputa o Governo do Estado pelo partido.

As definições sobre apoios e alianças ainda movimentam os partidos em Mato Grosso e devem influenciar a formação das chapas e as estratégias eleitorais para 2026.

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