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FORA DO JOGO

Maluf detona troca na chapa de Wellington e fala em falta de respeito: “Não faço política dessa maneira”

Maluf relatou que foi informado pelo próprio Wellington sobre a substituição do seu nome e destacou que a questão, em sua avaliação, vai além da mudança de composição da chapa

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O empresário Marcelo Maluf (Novo) afirmou nesta sexta-feira (07), ter sido surpreendido pela decisão do senador Wellington Fagundes (PL) de substituir seu nome na disputa pela vice-governadoria de Mato Grosso. Maluf, que havia sido anunciado como integrante da chapa majoritária encabeçada pelo parlamentar, declarou que recebeu a informação da mudança sem aviso prévio e classificou o episódio como uma quebra de compromisso político.

A vaga de vice-governador, que inicialmente seria ocupada por Maluf, passou a ser destinada ao médico Alencar Farina, escolhido para compor a chapa liderada por Wellington Fagundes.

Em manifestação pública divulgada nesta sexta-feira, Maluf afirmou que a decisão contrariou compromissos estabelecidos durante a construção da candidatura e criticou a condução do processo pelo senador e pelo Partido Liberal em Mato Grosso.

“Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios, o que só contribui para apodrecer a boa política”, declarou.

Segundo Maluf, sua participação na chapa não surgiu de uma negociação preliminar ou de uma possibilidade ainda em avaliação, mas de uma decisão política formalizada dentro da estrutura partidária, inclusive com a realização da convenção.

“Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário”, afirmou.

O agora ex-candidato a vice disse que, após a definição, houve mobilização de aliados, planejamento estratégico e organização de ações voltadas para a campanha. Para ele, todo o processo foi conduzido com base na confiança na palavra dos envolvidos.

“A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso”, afirmou.

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Maluf relatou que foi informado pelo próprio Wellington sobre a substituição do seu nome e destacou que a questão, em sua avaliação, vai além da mudança de composição da chapa.

“Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida”, disse.

Na nota, ele também afirmou que a troca representa desrespeito aos aliados que participaram da construção do projeto e questionou a capacidade de cumprimento de compromissos futuros.

“Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado”, declarou.

O empresário afirmou ainda que não pretende tratar a situação como algo normal dentro do ambiente político e disse que deixa o episódio com a consciência tranquila.

“Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las”, finalizou.

A mudança na composição da chapa ocorre em meio à articulação do grupo de Wellington Fagundes para fortalecer a candidatura ao Governo de Mato Grosso, com a escolha de um novo nome para ocupar a vaga de vice-governador.

Veja a nota na íntegra:

Política se faz com responsabilidade, compromisso, seriedade e, sobretudo, palavra. Infelizmente, o senador Wellington Fagundes e o Partido Liberal de Mato Grosso demonstraram enorme dificuldade em compreender o significado desses princípios – o que só contribui para apodrecer a boa política.

Aceitei o convite para integrar, como candidato a vice-governador, a chapa liderada pelo senador Wellington Fagundes. A decisão não foi fruto de uma conversa informal ou de uma possibilidade lançada ao acaso. Foi uma escolha política apresentada, construída e formalizada dentro do processo partidário, inclusive com a realização da convenção.

A partir dessa decisão, compromissos foram assumidos, pessoas foram mobilizadas, estratégias foram definidas e todo um projeto de campanha começou a ser estruturado. Fiz isso de boa-fé, acreditando na palavra empenhada e na seriedade de uma decisão tomada por quem pretende governar Mato Grosso.

Hoje fui comunicado pelo senador Wellington Fagundes de que outro nome será indicado para ocupar a vaga de vice.

Não se trata apenas de uma mudança de candidatura. Trata-se da forma como a política é conduzida.

Quem pretende governar um Estado precisa, antes de tudo, demonstrar que sua palavra tem valor. Precisa respeitar compromissos, aliados e pessoas que aceitaram caminhar ao seu lado. Não é possível pedir confiança a mais de três milhões de mato-grossenses quando não se consegue honrar compromissos assumidos dentro da própria casa.

O que ocorreu comigo representa uma falta de respeito não apenas pessoal, mas política. Um projeto foi prejudicado, pessoas que acreditaram nele foram desconsideradas e compromissos formalmente construídos foram simplesmente descartados.

Não faço política dessa maneira e não aceitarei naturalizar esse tipo de comportamento.

Mato Grosso merece uma política feita com seriedade, previsibilidade e respeito. Quem muda compromissos conforme as conveniências do momento precisa explicar à sociedade por que sua palavra de hoje deverá merecer confiança amanhã.

Saio deste episódio com a consciência tranquila. Cumpri rigorosamente aquilo que assumi. Outros terão de responder pelas escolhas que fizeram e pela maneira como decidiram fazê-las.

Marcelo Maluf

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