Um homem de 33 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil de Mato Grosso, suspeito de utilizar indevidamente o nome e a imagem de uma instituição de apoio a crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer para solicitar doações em dinheiro por meio de transferências via Pix.
A prisão foi realizada por policiais da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá. Conforme as investigações, mesmo após ter se desligado da instituição, o suspeito continuou se apresentando como representante da entidade para pedir contribuições financeiras.
Segundo a Polícia Civil, ele enviava fotografias e vídeos de crianças hospitalizadas para sensibilizar possíveis doadores e solicitava que os valores fossem transferidos para contas bancárias vinculadas ao próprio nome.
Ao comparecer à delegacia, o investigado apresentou comportamento alterado, agressivo e autolesivo. Diante da situação, foi necessário contê-lo para preservar sua integridade física e a segurança das pessoas presentes. Em seguida, ele foi encaminhado para avaliação médica.
Durante a ação, os policiais apreenderam um aparelho celular, que será submetido à perícia, mediante autorização judicial. O objetivo é identificar outras possíveis vítimas, analisar as mensagens encaminhadas e verificar o destino dos valores recebidos.
O homem foi autuado, em tese, pelo crime de estelionato. A Polícia Civil também representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva. As investigações continuam para apurar a extensão dos fatos e a eventual participação de outras pessoas.
Companhia da Alegria divulga nota
Após a repercussão do caso, a Companhia da Alegria divulgou uma nota em comentários de publicações nas redes sociais afirmando que seu trabalho sempre foi desenvolvido com transparência, respeito e amor ao próximo. A entidade informou que todas as ações envolvendo crianças hospitalizadas foram realizadas com autorização dos pais ou responsáveis.
A instituição afirmou ainda que, nas campanhas realizadas, as doações eram destinadas diretamente às famílias e que, quando havia arrecadação para a manutenção do projeto, o Pix utilizado era provisório enquanto o CNPJ passava pelo processo de regularização.
A Companhia da Alegria também negou ter utilizado o nome de qualquer outro projeto social para realizar campanhas de arrecadação. Segundo a nota, todas as iniciativas sempre foram promovidas em nome da própria instituição, com o propósito de levar acolhimento, esperança e humanização às crianças hospitalizadas.
No comunicado, a entidade informou que Adriano Miguel é uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 2 de suporte. Segundo o relato apresentado pela instituição, ele estava em crise durante a abordagem policial e afirma ter sido agredido pelos policiais. A nota diz que esses fatos serão levados às autoridades competentes para a devida apuração.
Por fim, a Companhia da Alegria declarou confiar na Justiça, pediu que a população aguarde a conclusão das investigações antes de fazer julgamentos e reforçou que continuará desenvolvendo seu trabalho em apoio às crianças hospitalizadas e suas famílias.
A Polícia Civil, mantém o entendimento de que há indícios de que o investigado utilizava indevidamente o nome e a imagem de uma instituição de apoio a crianças e adolescentes em tratamento contra o câncer para solicitar doações por meio de transferências via Pix. O caso segue sob investigação.





















