O ex-policial militar Ednilton Rafael Santos Costa, morto na manhã desta quarta-feira (8), em Sinop, era investigado pelas forças de segurança por suposta participação na estrutura do Comando Vermelho em Mato Grosso. Conforme informações apuradas pela reportagem, ele era apontado como responsável pela cobrança de dívidas da organização criminosa e também por executar ações violentas atribuídas à facção.
Segundo as investigações, Ednilton possuía um extenso histórico criminal e figurava em apurações conduzidas pelas forças de segurança por suspeita de integrar o braço operacional da organização criminosa. Entre as funções atribuídas a ele estavam a cobrança de valores relacionados ao tráfico de drogas e a atuação como executor em missões determinadas pelo grupo.
O ex-PM foi excluído da Polícia Militar em novembro de 2024, após responder a procedimentos administrativos disciplinares. Um mês antes, ele havia sido apontado como um dos envolvidos na invasão de um restaurante, em Cuiabá, durante a tentativa de homicídio contra o proprietário do jornal Estadão Mato Grosso, Geandré Latorraca. O caso segue sendo investigado pela Justiça.
Morte em Sinop
Ednilton morreu durante uma ocorrência registrada em uma marmoraria de Sinop. As informações preliminares indicam que ele teria ido ao estabelecimento para executar o proprietário da empresa. No local, porém, havia um policial militar da ativa responsável pela segurança do estabelecimento. Ao perceber a ação, o militar reagiu e efetuou disparos contra o ex-PM, que morreu ainda no local antes da chegada do socorro.
A área foi isolada para os trabalhos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), enquanto a Polícia Civil iniciou as investigações para esclarecer a dinâmica da ocorrência.
Investigação
Além de apurar as circunstâncias da morte, a Polícia Civil também deverá aprofundar as investigações sobre a suposta atuação de Ednilton dentro do Comando Vermelho e sua possível participação em outros crimes atribuídos à facção.
Até o momento, a corporação não divulgou detalhes oficiais sobre o inquérito nem confirmou as linhas de investigação relacionadas à atuação do ex-policial na organização criminosa.





















