A advogada Sarah Quinetti, que representa o coronel Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, avaliou os depoimentos apresentados no segundo dia do julgamento que apura o assassinato do advogado Roberto Zampieri e afirmou que a acusação não estaria conseguindo sustentar as imputações feitas contra seu cliente.
Segundo a defensora, a investigação que levou o coronel ao banco dos réus teria sido conduzida de forma acelerada e sem elementos suficientes para comprovar sua participação no crime. Sarah também afirmou acreditar que os jurados reconhecerão a inocência de Caçadini.
“É bom, quem pode assistir, percebeu que mais uma vez a acusação não consegue sustentar as imputações levadas ao coronel Etevaldo Caçadini, tão pouco a investigação, que foi uma investigação feita, né, como doutor já disse, a toque de caixa”, afirmou.
A advogada também mencionou o fato de pessoas terem sido presas e posteriormente soltas durante a apuração. Para ela, o conjunto apresentado até o momento reforça a tese de que o coronel não teria envolvimento com a execução de Zampieri.
“Hoje nós acreditamos na justiça, nós acreditamos que os jurados vão perceber que o coronel não tem nada a ver com essa trama”, declarou.
Sarah também comentou o embate ocorrido com o promotor de Justiça Vinicius Gahyva durante o julgamento. A defensora afirmou que vem sendo alvo de ataques quando utiliza o microfone para se manifestar perante o Tribunal do Júri.
“Vocês puderam perceber que quando eu pego o microfone, quando eu vou falar algo, ele sempre me ataca. E algumas pessoas pensam que isso é normal no Tribunal do Júri, que não deveria ser”, disse.
A advogada afirmou que considera legítimo o confronto de argumentos entre acusação e defesa, mas criticou o que classificou como falta de respeito durante os trabalhos.
“Eu não me importo com o embate, a falta de respeito sim. Isso me entristece muito”, afirmou.
Segundo Sarah, o comportamento do representante do Ministério Público teria como objetivo desestabilizar a defesa durante o julgamento. Ela, porém, disse que pretende manter a atuação em defesa do coronel, que tem 70 anos.
“Eu estou defendendo o homem ali de 70 anos, que nós acreditamos na inocência dele e acaba atrapalhando também o raciocínio, a defesa. É o que ele quer, né, ele quer desestabilizar a defesa, mas eu creio que hoje tem um versículo na Bíblia que fala o seguinte: lembra dos encarcerados assim como se com eles estivessem acorrentados. Então eu me coloco nessa pessoa, eu estou nesse caso e eu acredito na inocência do coronel”, concluiu.




















