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JÚRI DE ZAMPIERI

Defesa de Antônio insiste em insanidade e diz que réu relatou influência de uma mulher no crime

Advogado Nilton Ribeiro afirma que vai insistir no pedido de exame psiquiátrico e diz que cliente teria confidenciado que uma mulher o levou a cometer o homicídio

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O advogado Nilton Ribeiro, responsável pela defesa de Antônio Gomes da Silva, afirmou nesta quinta-feira (1º) que vai insistir no pedido para que o réu seja submetido a avaliação de insanidade mental. Durante entrevista no Tribunal do Júri que julga o assassinato do advogado Roberto Zampieri, ele sustentou que o comportamento apresentado por Antônio ao longo do processo demonstra, na avaliação da defesa, a necessidade de uma análise psiquiátrica.

Segundo Nilton, o pedido poderia ser apresentado a qualquer momento do processo, inclusive após a fase de instrução. Ele criticou a manifestação do Ministério Público contrária à solicitação e afirmou que, mesmo que a defesa não tivesse feito o requerimento, caberia ao órgão acusador avaliar a necessidade da medida.

O advogado também citou episódios relatados durante a investigação, entre eles pedidos frequentes feitos por Antônio por “gelo” enquanto estava hospedado em um hotel. Na interpretação da defesa, o comportamento estaria relacionado a uma tentativa de “esfriar a cabeça” diante de supostas vozes que, segundo o advogado, diziam ao réu para “combater a corrupção”.

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“Aquele gelo era para esfriar a cabeça de Antônio, que tinha vozes que falavam: ‘Antônio, vai, faça, combata a corrupção’”, afirmou.

Nilton voltou a defender que Antônio poderia ser absolvido caso os jurados considerem suas condições mentais durante a votação dos quesitos. Segundo ele, a defesa pediu que fosse incluída uma questão específica relacionada à necessidade de tratamento psiquiátrico.

O advogado ainda afirmou que Antônio teria dito a ele, em conversa particular, que uma mulher o teria levado a cometer o assassinato. Nilton, porém, não revelou o nome citado pelo cliente.

“Ele me confidenciou que era uma mulher. Mas isso eu não posso trazer, porque daí eu posso estar traindo a confiança, a procuração que recebi para fazer a defesa dele”, declarou.

Questionado se a pessoa mencionada seria uma possível mandante do crime, o advogado disse que não poderia antecipar informações. Ele afirmou que ainda espera apresentar outros elementos durante sua sustentação no julgamento.

“É hoje que as coisas vão acontecer”, afirmou, sem detalhar quais informações pretende apresentar aos jurados.

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Durante a entrevista, Nilton também afirmou que Antônio teria procurado o processo sob a justificativa de combater a corrupção e que, segundo ele, o caso ultrapassaria a discussão sobre o assassinato de Zampieri.

A defesa tenta, assim, sustentar perante os jurados que as condições psicológicas de Antônio devem ser consideradas na análise da responsabilidade pelo homicídio. O julgamento segue nesta quinta-feira, com os debates entre acusação e defesa antes da votação dos jurados e da sentença.

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