O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, afirmou nesta quinta-feira (1º) que os adversários Wellington Fagundes (PL) e Natasha Slhessarenko (PSD) atuam de forma coordenada para atacar sua candidatura na reta final da eleição. A declaração foi dada antes do último debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso, promovido pela TV Vila Real.
Pivetta voltou a usar a expressão “consórcio” para definir o que considera uma articulação dos adversários contra sua campanha. Segundo ele, o objetivo seria desgastar sua imagem e tentar impedir sua permanência na disputa.
“Vocês todos perceberam que existe um movimento, uma combinação, consórcio para nos atacar, para tentar destruir a nossa imagem, destruir a nossa candidatura”, afirmou.
A acusação não é nova. Na semana passada, Pivetta já havia dito que Wellington e Natasha estariam “combinados” para atacá-lo e afirmou que os dois teriam uma origem política semelhante. Após o debate da TV Centro América, realizado na terça-feira (29), o governador voltou a falar em “consórcio” depois de protagonizar embates com os dois adversários.
O confronto ganhou intensidade principalmente após Natasha levar ao debate o caso envolvendo uma antiga acusação de violência doméstica contra Pivetta. A candidata questionou o governador sobre o episódio, enquanto ele classificou o assunto como constrangedor e afirmou que havia sido inocentado.
A disputa também chegou à Justiça Eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso determinou a suspensão da propaganda eleitoral gratuita de Natasha após apontar descumprimento de decisão anterior relacionada à veiculação de conteúdos que associavam Pivetta a uma reportagem sobre o caso. A decisão determinou a suspensão dos programas até o encerramento da propaganda eleitoral do primeiro turno, em 1º de outubro.
Na entrevista antes do último debate, Pivetta disse que preferia responder às críticas apresentando propostas e citou como exemplo a agenda realizada na quarta-feira (30), em Rondonópolis.
A escolha da cidade também ganhou peso político na reta final. Considerada uma das principais bases eleitorais de Wellington Fagundes, Rondonópolis recebeu uma caminhada de Pivetta que contou com a participação do prefeito Cláudio Ferreira e dos candidatos ao Senado José Medeiros e Odílio Balbinotti, ambos do PL. Medeiros e Balbinotti declararam apoio à candidatura de Pivetta.
Ao comentar a passagem pela cidade, Pivetta afirmou ter recebido apoio de lideranças locais e citou a presença de Balbinotti na caminhada. O governador também fez críticas diretas a Wellington, dizendo que, segundo relatos que afirma ouvir na região, haveria pessoas que evitariam o senador.
A ofensiva entre os candidatos ocorre depois de uma sequência de debates marcados por acusações cruzadas. No confronto mais recente, Pivetta, Wellington e Natasha trocaram críticas sobre incentivos fiscais, alianças políticas e o episódio envolvendo a ex-companheira do governador.
Apesar do ambiente de confronto, Pivetta afirmou que sua estratégia para o último debate seria concentrar-se na apresentação de propostas. Ele também evitou antecipar o resultado das urnas ao ser questionado sobre pesquisas que apontavam possibilidade de vitória no primeiro turno.
“Pesquisa é um retrato do momento. Cada instituto tem um método. Hoje é muito difícil fazer pesquisa conclusiva. Pesquisa conclusiva mesmo vai ser as urnas”, afirmou.
Na avaliação do candidato, a campanha ainda não terminou e a prioridade seria manter a mobilização até sábado. Caso a disputa avance para um segundo turno, Pivetta disse que pretende continuar a campanha “com propostas, com tranquilidade”.
O último debate ocorre três dias antes da votação de domingo (4) e encerra a sequência de confrontos entre os seis candidatos ao Governo de Mato Grosso. A propaganda eleitoral do primeiro turno também chega ao fim nesta quinta-feira (1º), conforme o calendário da Justiça Eleitoral.















