A Prefeitura de Cuiabá encerrou o segundo quadrimestre de 2026 próxima do limite prudencial de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Até 31 de agosto, a despesa chegou a R$ 2,141 bilhões, o equivalente a 51,03% da Receita Corrente Líquida ajustada.
O limite prudencial é de R$ 2,152 bilhões, correspondente a 51,30%. Com isso, o município tem uma margem de aproximadamente R$ 11,5 milhões antes de atingir a faixa de alerta. O limite máximo permitido pela LRF é de R$ 2,266 bilhões, ou 54%.
O relatório fiscal aponta ainda que a despesa bruta com pessoal nos últimos 12 meses somou R$ 2,542 bilhões. Desse total, R$ 1,936 bilhão corresponde a servidores ativos e R$ 519,3 milhões a aposentados e pensionistas.
A aproximação do limite pode restringir medidas como concessão de reajustes, vantagens, criação de cargos e novas contratações, conforme as regras da LRF.
O resultado ocorre enquanto a gestão do prefeito Abilio Brunini (PL) afirma trabalhar na reorganização das contas municipais. No início do mandato, a Prefeitura informou ter encontrado uma dívida de R$ 2,3 bilhões, além de déficit orçamentário, restos a pagar e falta de disponibilidade de caixa.


















