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TROCA DE FARPAS

Medeiros chama Fávaro de “camaleão” e diz que senador muda de cor após eleição

Candidato do PL resgatou aproximação de Fávaro com Bolsonaro em 2020 e posterior apoio a Lula para questionar posicionamento político do adversário

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O candidato ao Senado José Medeiros (PL) chamou o adversário Carlos Fávaro (PSD) de “camaleão” durante o debate da Rádio Centro América, na manhã desta quinta-feira (10), e acusou o senador de mudar de posicionamento político conforme o cenário eleitoral.

A provocação ocorreu durante um confronto inicialmente dedicado às políticas de energia renovável, mas rapidamente migrou para a disputa ideológica entre os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Medeiros questionou Fávaro sobre as medidas adotadas pelo atual governo para estimular a produção de energia limpa. O senador defendeu a política federal para os biocombustíveis e citou o aumento da mistura de biodiesel e etanol aos combustíveis.

Ao defender sua atuação no governo Lula, Fávaro afirmou ter orgulho de ter participado da gestão, fazendo uma comparação com o governo anterior.

Foi a deixa para Medeiros abandonar o tema técnico e partir para o ataque político.

“O senador Carlos Fávaro é mestre nisso. Geralmente, ele se comporta como camaleão: na campanha, de uma cor e, quando chega lá, se comporta de outra forma”, disparou.

Na sequência, Medeiros fez referência ao histórico eleitoral de Fávaro. Em 2020, durante a eleição suplementar ao Senado em Mato Grosso, o então candidato buscou aproximação com o governo Bolsonaro. Dois anos depois, Fávaro coordenou a campanha de Lula no Estado e, após a eleição do petista, assumiu o Ministério da Agricultura.

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Medeiros também ironizou elementos utilizados na comunicação política do adversário.

“Até o ônibus dele é um ônibus verde, amarelo, azul e branco. E ele não está usando mais o boné do MST”, afirmou.

O candidato do PL ainda acusou o governo Lula de adotar medidas que, segundo ele, dificultariam a expansão das energias solar e eólica no país. Entre as críticas, citou a chamada “taxação do sol” e afirmou que a atual gestão estaria prejudicando o setor eólico.

Fávaro reage

Fávaro rebateu as críticas afirmando que Medeiros estaria ignorando a realidade do setor energético de Mato Grosso. O senador destacou principalmente o crescimento da produção de etanol de milho e a utilização de coprodutos do agronegócio na geração de novas cadeias econômicas.

“Eu não sei em que mundo o senhor vive. Aqui em Mato Grosso, nós viramos a maior potência mundial na produção de energia renovável do campo”, respondeu.

Ex-ministro da Agricultura, Fávaro citou ainda a abertura de mercados internacionais para o DDG, coproduto do processamento de milho utilizado na alimentação animal. Segundo ele, durante sua passagem pelo ministério, participou da abertura de cerca de 30 mercados para o produto.

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O senador também defendeu as políticas de incentivo aos biocombustíveis como uma forma de reduzir a dependência do petróleo e sustentou que sua atuação no governo Lula trouxe resultados para o agronegócio mato-grossense.

Na parte final do confronto, Fávaro voltou a colocar a discussão no campo político e afirmou que o eleitor deveria comparar os discursos apresentados pelos candidatos.

“É a oportunidade do eleitor ver entre a fake news, a mentira, o ódio e a verdade e o trabalho”, afirmou.

Medeiros, por sua vez, manteve as críticas ao governo Lula e classificou a atual gestão como o “governo das termoelétricas”. O candidato do PL voltou a defender os setores solar e eólico e afirmou ser contrário à cobrança que chama de “taxação do sol”.

“Se quisesse energia limpa, ele não estaria acabando com o nosso parque, ele não estaria taxando o sol.  Nós somos totalmente contra a taxação do sol e somos contra que acabe com o parque de energia eólica”, concluiu.

 

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