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crime em Guarantã

TJ rejeita habeas corpus de médico acusado pela morte de adolescente

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O desembargador Lídio Modesto da Silva Filho, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou seguimento ao habeas corpus apresentado pela defesa do médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, acusado de envolvimento na morte da adolescente Kethlyn Vitória de Souza, de 15 anos, em Guarantã do Norte.

A decisão foi publicada na última terça-feira (2) e não analisou os argumentos apresentados pela defesa. Segundo o magistrado, o pedido não poderia ser apreciado porque os advogados deixaram de anexar documentos indispensáveis para a análise do caso, entre eles a decisão que manteve a prisão preventiva do acusado.

Preso desde maio de 2025, Bruno responde a uma ação penal por homicídio qualificado e outros crimes relacionados ao episódio.

No habeas corpus, a defesa alegou que o médico está preso há mais de um ano sem condenação definitiva e argumentou que ele possui residência fixa, atividade profissional regular e vínculos familiares, não representando risco à ordem pública ou de fuga. Os advogados também citaram a suposta superlotação da unidade prisional onde ele está custodiado.

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Ao analisar o pedido, o desembargador entendeu que a ausência da documentação essencial impedia qualquer avaliação sobre eventual ilegalidade da prisão. Sobre a alegação de superlotação, destacou que não foram apresentados elementos concretos relacionados à situação específica do acusado.

Com isso, o habeas corpus foi extinto sem julgamento do mérito.

Perícia descarta disparo acidental

O caso ganhou novos elementos com a conclusão de laudos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que descartaram a hipótese de falha mecânica na arma utilizada no disparo que matou a adolescente.

Segundo os peritos, o tiro ocorreu após o acionamento normal do gatilho, sem qualquer defeito que pudesse provocar um disparo involuntário.

A perícia também confirmou que Kethlyn foi atingida na parte de trás da cabeça e que o projétil permaneceu no interior do veículo onde ela estava no momento dos fatos.

Apesar das conclusões técnicas, os laudos não apontaram se houve intenção de atingir a vítima, questão que continua sendo investigada pelas autoridades.

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