O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) decidiu manter a prisão preventiva do advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos, acusado de atropelar e matar a servidora pública Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, em janeiro deste ano, em Várzea Grande. A decisão foi tomada por unanimidade pela Quarta Câmara Criminal durante julgamento realizado na última semana.
Os desembargadores acompanharam o voto do relator, desembargador Lídio Modesto, e rejeitaram o pedido da defesa para revogar a prisão. No entendimento do magistrado, a gravidade do caso e as circunstâncias em que o crime ocorreu justificam a manutenção da medida cautelar.
Segundo o relator, há indícios suficientes de autoria e materialidade, além de elementos que demonstram a necessidade da prisão para garantir a ordem pública. O desembargador destacou que a conduta atribuída ao acusado apresenta elevado grau de reprovabilidade, fator que reforça a necessidade da custódia preventiva.
A defesa alegou que o advogado possui residência fixa, ocupação lícita e não representa risco ao andamento do processo, argumentos que, na avaliação do colegiado, não foram suficientes para afastar os fundamentos que sustentam a prisão.
Paulo Roberto é acusado de atropelar Ilmis Dalmis Mendes da Conceição em Várzea Grande. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu em decorrência do impacto. O caso teve grande repercussão e segue em tramitação na Justiça.
Com a decisão da Quarta Câmara Criminal, o advogado permanecerá preso preventivamente enquanto prosseguem as investigações e o processo criminal.





















