A Justiça de Mato Grosso marcou para o próximo dia 16 de junho a primeira audiência do processo que apura a denúncia de estupro contra um investigador da Polícia Civil acusado de abusar sexualmente de uma mulher enquanto ela estava presa na Delegacia de Sorriso. O caso ganhou novos desdobramentos em meio às investigações que também apontam o envolvimento do servidor em outras denúncias de natureza sexual.
A audiência será uma das primeiras etapas da ação penal instaurada após o recebimento da denúncia pelo Poder Judiciário. Durante o ato, deverão ser ouvidas testemunhas e analisados elementos que integram o processo.
Segundo a acusação, os abusos teriam ocorrido entre os dias 9 e 10 de dezembro de 2025, quando a vítima estava custodiada na delegacia. A mulher relatou que foi retirada da cela em quatro ocasiões pelo investigador e levada para uma sala vazia da unidade, onde teria sido submetida a violência sexual mediante ameaças contra sua filha menor.
As investigações tiveram início após o Ministério Público comunicar formalmente à Polícia Civil sobre a denúncia apresentada pela detenta. Ao longo da apuração, foram colhidos depoimentos de outras presas que dividiam cela com a vítima, além de policiais que atuavam na unidade durante o período dos fatos.
Um dos principais elementos do inquérito é o resultado de exames periciais que identificaram vestígios de material genético. Conforme consta nos autos, a comparação realizada pelos peritos apontou compatibilidade entre o material coletado e o DNA do investigador investigado.
Com base nas evidências reunidas, a Delegacia de Sorriso representou pela prisão preventiva do servidor, além de medidas como busca e apreensão e quebra de sigilo de dados telefônicos. Paralelamente ao processo criminal, a Corregedoria-Geral da Polícia Civil instaurou procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta do policial.
Além da ação relacionada à detenta, o Ministério Público acompanha outros cinco inquéritos policiais em tramitação na Corregedoria que investigam supostos crimes de cunho sexual atribuídos ao mesmo servidor. Os procedimentos seguem em andamento.





















