O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), afirmou nesta terça-feira (8) que a eventual instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Consignados poderá ocorrer somente após o período eleitoral. Segundo ele, apesar de a criação da comissão ser uma obrigação da Mesa Diretora caso o requerimento atenda às exigências regimentais, não há necessidade de iniciar os trabalhos imediatamente.
Durante entrevista coletiva, Max explicou que o pedido ainda não foi oficialmente protocolado na Presidência da Assembleia e, por isso, nenhuma providência administrativa foi adotada até o momento.
“Se tiver as assinaturas, a minha obrigação é abrir a CPI. Mas isso ainda não chegou até mim”, declarou.
O presidente ressaltou que a oposição tem defendido a abertura da investigação, mas ponderou que a Assembleia precisa avaliar o momento mais adequado para conduzir uma comissão desse porte. Na avaliação dele, uma CPI exige dedicação exclusiva dos parlamentares para produzir resultados efetivos.
“Particularmente, não sei se neste momento seria interessante uma nova CPI na Casa, tendo em vista que há pouco tivemos a paralisação temporária da CPI da Saúde”, afirmou.
Max Russi também chamou atenção para o calendário político. Com a proximidade do período eleitoral, ele avalia que muitos deputados estarão envolvidos nas articulações e pré-campanhas, o que pode comprometer o andamento dos trabalhos da comissão.
“Se chegar até a Mesa, vamos conversar com os deputados para ver quem realmente vai tocar os trabalhos. Não podemos iniciar um trabalho e não dar um seguimento forte em termos de investigação e de acompanhamento”, disse.
Segundo o presidente da ALMT, a instalação da CPI não precisa ocorrer ainda neste mês de julho e poderá ser realizada posteriormente, sem prejuízo às investigações.
“É uma CPI que não precisa começar agora em julho. Pode começar em outubro, pode começar em novembro. É uma CPI bastante tranquila, que pode ser feita a qualquer momento”, concluiu.
A possível CPI dos Consignados vem sendo defendida por deputados da oposição para investigar contratos de empréstimos consignados envolvendo servidores públicos estaduais. Caso o requerimento alcance o número mínimo de assinaturas e seja protocolado na Mesa Diretora, a Presidência da Assembleia terá de adotar os procedimentos previstos no Regimento Interno para a instalação da comissão.


















