O senador Jayme Campos (União Brasil) afirmou que não acredita em um consenso dentro do partido para definir o candidato ao Governo de Mato Grosso nas eleições de 2026 e aposta na convenção estadual da sigla, marcada para o dia 30 de julho, para garantir sua candidatura ao Palácio Paiaguás.
Em entrevista coletiva, Jayme disse que a decisão será tomada pelos 50 convencionais do União Brasil e afirmou ter confiança de que conseguirá maioria interna para disputar a eleição pelo partido.
“Não é consenso. Tem uma convenção, que nós estamos marcando para o dia 30. Tenho certeza absoluta de que vamos ganhar a convenção do União Brasil”, declarou.
O senador afirmou que trabalha com a expectativa de reunir cerca de 30 votos entre os integrantes do diretório estadual e disse acreditar que os convencionais irão apoiar a candidatura própria da legenda.
“Na minha matemática, nas minhas contas, tenho voto suficiente. Espero que esses meus amigos e minhas amigas que já me garantiram os votos mantenham esse compromisso”, afirmou.
Jayme também defendeu que o União Brasil tenha candidatura própria ao Governo e afirmou que sua trajetória dentro da legenda reforça esse direito.
“Eu quero apenas ter certeza pelo meu partido. Acho que é um direito líquido e certo do senador Jayme Campos, até porque sou fundador do partido, vindo do PDS, PFL, DEM e hoje União Brasil”, disse.
Caso sua candidatura seja aprovada internamente, Jayme afirmou acreditar que o nome também será validado pela Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, e posteriormente pela direção nacional.
“Tenho convicção e quase certeza de que também será homologado”, afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de os convencionais escolherem outro caminho, como apoiar um candidato de outro partido, Jayme disse que essa alternativa faz parte do processo democrático.
“Também é democrático isso. Mas tenho convicção de que o partido quer ter uma candidatura própria para governador”, declarou.
O senador ainda avaliou que, caso apenas seu nome seja apresentado na convenção, a escolha poderá ocorrer por aclamação, sem necessidade de uma disputa interna.
“Na medida em que você tem apenas um candidato se apresentando, não teria motivo para ter votação. Poderia ser por aclamação”, afirmou.


















