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"NÃO É SÓ CONDENAR"

Em Cuiabá, Cury defende projeto para prevenir feminicídios com aplicativo e drones

Em meio às críticas recebidas anteriormente pela ideia dos drones, Cury afirmou em Cuiabá que a discussão não deveria se concentrar apenas nesse mecanismo
Foto: 24 horas MT

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O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) defendeu, nesta quinta-feira (24), o uso de tecnologia como ferramenta de prevenção ao feminicídio e afirmou que um aplicativo com botão de alerta georreferenciado e drones poderia ser utilizado para agilizar o atendimento a mulheres em situação de risco. A declaração foi dada durante agenda em Cuiabá.

Cury afirmou que os drones são apenas uma parte de um projeto mais amplo apresentado por sua campanha para a segurança das mulheres. Segundo ele, o objetivo seria reduzir o tempo entre o pedido de socorro e a chegada das forças de segurança.

“É muito estranho as pessoas pegarem um detalhe, por exemplo, pegar a cauda do elefante e não estudar todo o projeto que eu tenho. O meu projeto tem 200 páginas”, afirmou.

O plano de governo de Cury, registrado para as eleições de 2026, tem cerca de 200 páginas, reúne 18 projetos e inclui uma proposta específica chamada “Mulheres Vivas”, voltada ao enfrentamento do feminicídio e à proteção de mulheres ameaçadas.

Aplicativo teria botão de emergência

Durante a entrevista, Cury explicou que pretende criar um aplicativo por meio do qual mulheres possam acionar um botão de emergência. O alerta seria georreferenciado e encaminhado para a delegacia mais próxima.

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“Você tem um aplicativo, veja bem, para você ligar um disco de denúncia. Às vezes tem alguém que está lá, demora meia hora, uma hora, duas horas, três horas, quatro horas, e dez minutos é uma eternidade”, disse.

Na proposta apresentada pelo candidato, caso não houvesse policiais disponíveis para atender imediatamente ao chamado, um drone seria acionado para se deslocar até o endereço informado e emitir um alerta sonoro.

A ideia já havia sido apresentada por Cury durante a campanha presidencial. Em entrevista à TV Globo, o candidato afirmou que os drones poderiam ser usados pelas delegacias como uma forma de sinalização até a chegada dos policiais.

O plano oficial, porém, descreve de forma mais ampla o uso de botões de alerta com geolocalização, aplicativos de emergência, monitoramento eletrônico de agressores e centrais integradas. O documento não menciona expressamente drones no projeto “Mulheres Vivas”.

“Não é só condenar”

Ao explicar a proposta, Cury afirmou que o enfrentamento ao feminicídio não deve se limitar à punição dos autores dos crimes.

“O mais importante não é só condenar, e tem que ser condenado o feminicídio. O mais importante é prevenir o feminicídio”, declarou.

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O candidato também afirmou que pretende incluir políticas voltadas à autonomia econômica das mulheres em seu programa de governo. Durante a agenda, citou diferenças de remuneração e de acesso ao crédito como problemas que, segundo ele, precisam ser enfrentados.

Cury relacionou ainda sua atuação pública sobre questões femininas ao livro A Ditadura da Beleza e a Revolução das Mulheres. A obra foi publicada originalmente nos anos 2000 e ganhou novas edições; a Editora Sextante mantém atualmente uma edição de 208 páginas.

Projeto tem foco em tecnologia e proteção

A proposta “Mulheres Vivas” integra um plano de governo que também prevê outras mudanças estruturais. Segundo a Agência Brasil, o programa de Cury é dividido em 18 projetos e 20 teses e inclui propostas como educação em tempo integral, política de inclusão e reformas institucionais.

Em meio às críticas recebidas anteriormente pela ideia dos drones, Cury afirmou em Cuiabá que a discussão não deveria se concentrar apenas nesse mecanismo, mas no conjunto de medidas que pretende implementar para combater a violência contra as mulheres.

“Isso é apenas um detalhe”, afirmou o candidato.

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