O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) pediu, durante agenda de campanha em Cuiabá nesta quinta-feira (24), que os eleitores de Mato Grosso não votem em Flávio Bolsonaro (PL) e criticou a concentração do debate político em torno do bolsonarismo e do lulismo.
Ao explicar por que defende que o eleitor mato-grossense escolha outra candidatura, Cury questionou a experiência de Flávio Bolsonaro em áreas como agricultura, comércio e saúde.
“O eleitor de Mato Grosso deve deixar Flávio Bolsonaro porque o Flávio nunca plantou uma horta, não entende agricultura. Flávio nunca montou uma empresa digna, substancial, e não entende do comércio.”
Na sequência, o candidato também citou a trajetória profissional e política de Flávio para questionar sua experiência com o sistema público de saúde.
“Flávio Bolsonaro nunca precisou de enfrentar uma fila do SUS, porque não tem experiência nem como médico.”
As declarações foram dadas durante a passagem de Cury pela Capital, onde ele cumpriu uma série de compromissos de campanha, incluindo entrevistas e encontros com eleitores e comerciantes. A visita é a primeira do presidenciável a Cuiabá nesta eleição.
“Mato Grosso tem de mudar”
Cury também tentou estabelecer uma conexão com o eleitorado do agronegócio ao destacar o peso de Mato Grosso na produção nacional.
“31% vocês produzem de grãos no Brasil, apenas no Estado. Isso é uma revolução”, afirmou.
O percentual exato citado pelo candidato não foi confirmado pelos dados mais recentes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estatal estima a produção brasileira de grãos em 361,7 milhões de toneladas na safra 2025/26, mas a participação de Mato Grosso varia conforme a cultura e o recorte considerado.
Durante a agenda, Cury afirmou ainda que já esteve em Cuiabá e em municípios do interior, como Sorriso e Sinop, e disse conhecer a relevância econômica do estado.
A relação com o agronegócio foi um dos temas centrais da passagem do candidato por Mato Grosso. Mais cedo, Cury defendeu a redução dos juros cobrados dos produtores rurais e afirmou que pretende criar medidas para diminuir o custo do crédito para o setor.
Crítica ao bolsonarismo e ao lulismo
Cury ampliou as críticas e afirmou que tanto o bolsonarismo quanto o lulismo criaram estruturas políticas nas quais, segundo sua avaliação, seguidores deixam de questionar seus próprios líderes.
“Todo ‘ista’ sequestrou a sua capacidade de criticar o seu líder, Flávio Bolsonaro. Os bolsonaristas não criticam e impedem ele de se reinventar e crescer diante dos seus próprios erros”, declarou.
Na sequência, fez a mesma crítica ao grupo político ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“O lulismo, a mesma coisa. O ‘ista’ impede, acaba endeusando Lula e não critica e impede ele de evoluir”, afirmou.
Ao final, Cury defendeu o que chamou de superação das duas correntes políticas.
“Temos de terminar a era dos ‘istas’. Temos de terminar a era do bolsonarismo e do lulismo. Temos de ter a era da sociedade brasileira.”, conluiu.


















