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REVOLTADA

Moradora denuncia suposta troca de placa de Botelho por Júlio Campos em VG

Eleitora afirma que havia autorizado voluntariamente a propaganda de Botelho na residência e diz ter encontrado placa de outro candidato no lugar

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Uma moradora do bairro Lagoa do Jacaré, na região da Grande Cristo Rei, em Várzea Grande, denunciou, por meio de uma rede social, uma suposta troca de material de campanha em sua residência durante as eleições de 2026. Segundo ela, uma placa do deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), candidato à reeleição, que havia sido colocada voluntariamente no imóvel, foi retirada e substituída por uma peça de campanha do também deputado estadual Júlio Campos (União Brasil).

No vídeo, ela demonstra indignação com a situação e questiona quem teria retirado a placa de Botelho e colocado o material do adversário político.

De acordo com o relato, ela e a avó são eleitoras de Botelho e decidiram espontaneamente disponibilizar o espaço da residência para a divulgação da candidatura. A moradora afirma que não autorizou a substituição do material.

O episódio chamou atenção justamente porque a residência, segundo a denunciante, teria sido utilizada voluntariamente para divulgar uma candidatura e posteriormente apareceu com propaganda de outro candidato.

Ainda não há, porém, confirmação sobre quem retirou a primeira placa ou quem instalou a segunda. Também não há, até o momento, comprovação de que a ação tenha partido de integrantes ou apoiadores de qualquer uma das campanhas.

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Em contato com a assessoria do deputado estadual Júlio Campos, foi nos informado que a equipe do parlamentar não irá comentar sobre o fato.

A legislação eleitoral permite propaganda em bens particulares, desde que a manifestação seja espontânea e gratuita. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece que não pode haver pagamento ou qualquer tipo de compensação pelo espaço utilizado para propaganda.

O TSE também orienta que a propaganda em imóvel particular depende da manifestação do proprietário. Em caso de colocação sem autorização, o interessado pode recorrer à Justiça Eleitoral para pedir a retirada do material.

No caso relatado em Várzea Grande, a questão central é justamente esclarecer quem autorizou a instalação da segunda placa e quem retirou a primeira.

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