Derrotado na tentativa de retornar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho (MDB) descartou que tenha cometido um erro ao deixar o União Brasil para disputar a eleição pelo MDB. Com 37.300 votos, o ex-deputado afirmou que o resultado ficou abaixo da própria expectativa e também da votação que esperava da chapa emedebista.
Questionado se a mudança de partido teria prejudicado sua reeleição, Botelho foi direto: “Não, eu não vejo que foi um erro. O que faltou mesmo foi voto.”
Segundo ele, o planejamento do MDB era eleger quatro deputados estaduais e essa expectativa permaneceu até o fim da campanha. O problema, na avaliação do ex-presidente da Assembleia, foi o desempenho dos demais candidatos da chapa, que ficou abaixo das projeções internas.
“Nós trabalhamos desde o início com a hipótese de fazer quatro. E nós nunca discutimos a possibilidade de não fazer quatro. E nós viemos com isso até o final. Apenas na eleição não deu certo, porque a chapa inteira, com exceção dos três primeiros, teve votação baixa”, afirmou.
Botelho citou alguns candidatos que, segundo ele, eram esperados com votações maiores. Silvano, por exemplo, deveria superar os 20 mil votos, enquanto Túlio Fontes era projetado na faixa dos 12 mil. Outros nomes também eram esperados com votações superiores às registradas nas urnas.
Para o deputado, a baixa votação da chapa acabou comprometendo o desempenho coletivo do MDB e, consequentemente, suas próprias chances de retorno à Assembleia.
Mas Botelho também reconheceu que sua votação pessoal ficou abaixo do que esperava. Durante a campanha, ele trabalhava com uma projeção de 40 mil a 45 mil votos e considerava que, em um cenário mais difícil, ainda chegaria a pelo menos 40 mil.
“Eu esperava ter de 40, 45 mil votos. Falei: ‘Na pior das hipóteses, vamos ter 40 mil’. Não tivemos nem os 40 mil”, afirmou.
Com 37,3 mil votos, Botelho terminou fora da lista dos eleitos para a Assembleia. O resultado encerrou uma trajetória de quase duas décadas no Legislativo estadual, onde chegou a presidir a Casa.
Ao avaliar a derrota, porém, ele não atribuiu o resultado exclusivamente à escolha partidária. Para Botelho, houve uma combinação de fatores: a votação individual abaixo da expectativa e o desempenho da chapa do MDB.
“Eu diria para você que faltou aí duas coisas: faltou a chapa e faltou voto para mim também”, resumiu.





















