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TRIBUNAL DO CRIME

Delegado afirma que jovem levou “salve”, dois tiros no rosto e foi carbonizado por facção em Lucas do Rio Verde

Arthur Almeida revelou novos detalhes da investigação e disse que vítima teria sido punida por vender drogas sem autorização da organização criminosa

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Felipe Alvyn Ruzescki de Sá teria sido submetido a uma sequência de punições antes de ser executado por integrantes de uma facção criminosa em Lucas do Rio Verde. Em entrevista nesta quarta-feira (7), o delegado Arthur Almeida revelou que o jovem levou um “salve”, foi ferido com uma faca, recebeu dois tiros no rosto e depois teve o corpo queimado e enterrado.

Segundo o delegado, a investigação aponta que Felipe estaria vendendo drogas por conta própria, sem autorização da facção. Por causa disso, integrantes do grupo foram até a residência dele e aplicaram o chamado “salve”, punição utilizada pela organização criminosa contra quem descumpre suas regras.

Felipe teve a perna perfurada por uma faca e precisou receber atendimento médico. Depois disso, conforme a investigação, integrantes da facção teriam preparado uma situação para atraí-lo até um veículo onde outros criminosos já estavam à espera.

O jovem foi levado para uma região de mata próxima ao Centro de Detenção Provisória (CDP), onde, segundo Arthur Almeida, recebeu dois tiros no rosto. Em seguida, os criminosos teriam levado o corpo para outro ponto da mata, ateado fogo e enterrado os restos mortais.

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Felipe estava desaparecido desde 10 de setembro. A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) chegou a realizar buscas na região, inclusive com apoio do Corpo de Bombeiros e cães, mas não conseguiu encontrar o corpo naquele momento.

A localização ocorreu após a prisão de um dos investigados nesta quarta-feira. Conforme o delegado, o homem participou diretamente do crime e indicou o ponto onde Felipe havia sido enterrado. No local, foram encontrados principalmente restos ósseos, já que grande parte do corpo estava carbonizada.

Arthur Almeida também afirmou que outros integrantes da facção já foram identificados. A investigação aponta que a execução teria sido autorizada por lideranças da organização durante uma videochamada. Segundo ele, parte dessas lideranças estaria escondida no Rio de Janeiro.

Apesar dos elementos reunidos pela investigação indicarem que os restos mortais são de Felipe, a confirmação oficial dependerá da perícia. Material genético de familiares deverá ser utilizado para comparação.

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