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AUMENTO BARRADO

Após manter veto, Max aponta novo caminho para reajuste dos servidores do Judiciário

O deputado reforçou que qualquer pessoa pode consultar o resultado e identificar como cada parlamentar se posicionou durante a apreciação da matéria

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O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (Podemos), afirmou que o resultado da votação que manteve o veto do Governo do Estado ao reajuste salarial dos servidores do Poder Judiciário já era esperado e não sofreu influência do período eleitoral. Para o parlamentar, a repetição do mesmo placar registrado anteriormente demonstra que os deputados mantiveram suas posições independentemente de a votação ter ocorrido de forma aberta ou secreta.

Segundo Max, o resultado foi exatamente igual ao da primeira apreciação do veto, o que, na avaliação dele, mostra que os parlamentares não alteraram seus posicionamentos mesmo após o encerramento das eleições. Nesta quarta-feira (07), 12 deputados votaram pela manutenção do veto do governo do estado.

“A votação foi a mesma que deu na primeira votação. Isso foi a demonstração dos deputados. Que tanto voto secreto ou voto aberto, a votação não mudou nada. Teve a mesma votação, os mesmos votos. Se repetiu a votação. Então mostra que os deputados não têm pressão. É aberto ou fechado. O placar não alterou em nada”, afirmou.

Ao falar se o resultado poderia ter sido diferente caso a votação tivesse ocorrido antes das eleições, o presidente da Assembleia descartou a possibilidade. Max destacou que os parlamentares que defenderam a derrubada do veto não tiveram sucesso no pleito eleitoral, mas, ainda assim, mantiveram suas posições durante a tramitação da matéria.

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“Os deputados não mudaram a sua posição. Teria até motivo. Teve deputado que ficou chateado por causa que saiu numa folhinha, atacando os deputados que não estavam presentes na outra votação e tal. Mas eu acredito que seria o mesmo resultado, tanto é que não influenciou no resultado. Os deputados que estavam apoiando a votação foram os deputados que não tiveram sucesso no pleito eleitoral. Então não teve alteração nenhuma de resultado”, explicou.

Sobre os motivos que levaram o Governo do Estado a defender a manutenção do veto, Max avaliou que uma das principais preocupações pode estar relacionada ao chamado efeito cascata, diante dos impactos financeiros que um eventual reajuste poderia provocar nas contas públicas com outros órgãos querendo aumento.

“Eu acho que a preocupação do governo é essa. Talvez seja essa”, declarou.

O presidente da ALMT também revelou que o Poder Judiciário estuda apresentar uma nova proposta sobre a questão salarial. Segundo ele, existe uma análise interna que poderá resultar em um novo projeto com alterações em relação à matéria que teve o veto mantido pelos deputados.

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“Mas o Poder Judiciário acho que vai encaminhar outro projeto. Tem um outro estudo lá dentro do Poder Judiciário que talvez faça alguma alteração nesse sentido”, afirmou.

Max também minimizou a pressão para que a votação fosse aberta e os nomes dos deputados fossem conhecidos publicamente. De acordo com ele, mesmo quando há votação secreta, o registro dos votos fica disponível para consulta, garantindo transparência sobre a posição de cada parlamentar.

“Não, mas é público a votação. Está registrado na folha de votação todos os votos. Os votos favoráveis, os ausentes e os que votaram contrário. Então isso é público”, disse.

O deputado reforçou que qualquer pessoa pode consultar o resultado e identificar como cada parlamentar se posicionou durante a apreciação da matéria.

 

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