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ELEIÇÃO DESAFIADORA

Avallone vê polarização como fator que tirou terceira cadeira do PSDB na Assembleia

Reeleito com 31 mil votos, deputado afirma que candidatos mais identificados com direita ou esquerda tiveram maior desempenho e admite que pesquisas erraram projeções para nomes do partido

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Reeleito para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso com 31.035 votos, o deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) afirmou que a forte polarização política marcou as eleições de 2026 e influenciou diretamente o desempenho dos candidatos. Para ele, o movimento foi mais intenso entre os nomes identificados com a direita, em um estado onde, segundo sua avaliação, há predominância do eleitorado bolsonarista.

Avallone também comemorou o crescimento da bancada do PSDB na Assembleia. O partido, que tinha apenas uma cadeira na legislatura anterior, elegeu dois parlamentares para o próximo mandato: além dele, Chico Guarnieri conquistou uma vaga com 18.842 votos. Com isso, a legenda passa a ter duas das 24 cadeiras da Casa.

“O PSDB teve 100% de aumento. Tinha só o deputado Carlos Avallone e agora elegemos dois deputados, eu e o Chico Guardini”, afirmou.

Apesar do resultado positivo para a legenda, o deputado disse que esperava conquistar uma terceira cadeira e avaliou que o desempenho de outros candidatos da chapa ficou muito abaixo das projeções apresentadas por pesquisas eleitorais.

Segundo Avallone, apenas a própria votação ficou próxima das estimativas que acompanhava. As pesquisas indicavam que ele receberia entre 30 mil e 33 mil votos, enquanto terminou a disputa com pouco mais de 31 mil.

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“Todos os outros companheiros nossos da chapa ficaram com menos da metade ou até menos do que isso dos votos que estavam nas pesquisas. Então, nós temos que estudar bem essa eleição, o que a urna está falando, o que o povo está dizendo”, declarou.

Entre os nomes citados por ele estão Juca do Guaraná, Adenilson Rocha e Nelson Paim, que, segundo Avallone, apareciam em situação melhor nas pesquisas do que o resultado efetivamente registrado nas urnas. Adenilson terminou com 8.683 votos e Chico Guarnieri foi eleito com 18.842.

Para Avallone, a identificação ideológica dos candidatos também pesou no resultado. Ele afirmou que nomes posicionados de maneira mais clara à esquerda ou à direita conseguiram maior visibilidade durante a campanha.

“Quem se posicionou pela esquerda, em alguns casos, conseguiu. É o caso do Lúdio, do Barranco, da Rosa Neide. E pela direita a mesma coisa. Pela direita o movimento foi mais forte porque aqui é mais bolsonarista, é mais direita”, afirmou.

O deputado relacionou esse cenário à concentração de votos entre os primeiros colocados e ao número de candidatos que chegaram à Assembleia com votações mais baixas. Para ele, a polarização nacional continua sendo um dos principais fatores que explicam o comportamento do eleitorado.

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Avallone também evitou fazer, neste momento, uma análise definitiva sobre a derrota de nomes tradicionais da política mato-grossense, como Janaína Riva, que não conseguiu uma das duas vagas ao Senado, além dos deputados estaduais Eduardo Botelho e Júlio Campos, que ficaram fora da próxima composição da Assembleia.

“Eu ainda estou na fase da comemoração e do descanso”, afirmou.

O tucano disse que sua própria campanha teve como desafio superar uma imagem de político excessivamente técnico e ampliar a proximidade com o eleitor. Entre as pautas que considera importantes para a reeleição, destacou a saúde mental.

“Eu sempre fui visto como um cara muito técnico e eu precisava estar mais próximo da população, mais próximo do povo. E as pautas que eu defendi, com certeza a principal delas, a saúde mental, foi uma pauta fundamental”, afirmou.

A nova composição da Assembleia terá 18 deputados reconduzidos e seis parlamentares que não estavam na atual legislatura. O PSDB terá duas cadeiras, ocupadas por Avallone e Chico Guarnieri.

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