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R$ 20 MIL POR MÊS

UFMT afasta professor condenado por perseguir ex; docente seguirá recebendo salário

A universidade, no entanto, não informou o motivo específico do afastamento nem estabeleceu prazo para a conclusão da investigação administrativa.

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O professor Saulo Tarso Rodrigues, condenado pela Justiça por perseguir a ex-companheira, foi afastado cautelarmente de suas funções na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A medida foi publicada nesta sexta-feira (24), em portaria assinada pela reitora Marluce Aparecida Souza e Silva, enquanto uma Comissão de Investigação Preliminar apura o caso na esfera administrativa.

Conforme a Portaria Reitoria-UFMT nº 395/2026, o docente permanecerá afastado de todas as atividades relacionadas ao cargo, sem prejuízo da remuneração, até a conclusão dos trabalhos da comissão. O ato também prevê que a medida poderá ser revogada a qualquer momento, caso deixem de existir os motivos que a justificaram, e não será registrada no histórico funcional do servidor.

De acordo com o Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU), Saulo recebe salário bruto mensal de R$ 20,6 mil. A universidade, no entanto, não informou o motivo específico do afastamento nem estabeleceu prazo para a conclusão da investigação administrativa.

Procurado, o professor informou que não irá se manifestar sobre a decisão.

Condenação por perseguição

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Na última segunda-feira (21), Saulo foi condenado pelo crime de perseguição contra a ex-companheira. Segundo denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), entre setembro e outubro de 2022, ele enviou diversos e-mails à vítima de forma insistente, mesmo sem autorização.

De acordo com a sentença, as mensagens exigiam encontros presenciais e continham conteúdo intimidatório. O professor também fazia referência aos horários de trabalho da ex-companheira e enviava questionamentos que, conforme a Justiça, causaram medo e abalo emocional.

O processo aponta que o casal manteve um relacionamento por cerca de 13 anos e se separou em 2017. A vítima também relatou ter sofrido ameaças anteriores de morte e afirmou que o ex-companheiro chegou a dizer que acionaria integrantes de uma facção criminosa. Os autos ainda mencionam registros de ameaças com arma de fogo e referências a suicídio.

Durante a ação, a defesa tentou anular o processo alegando irregularidades na audiência e questionando a validade das provas digitais, especialmente os e-mails apresentados pela acusação. Os pedidos, porém, foram rejeitados pela Justiça.

O professor sustenta que não teve direito à ampla defesa e informou que recorre ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar anular a condenação. Antes disso, o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), já havia mantido a validade da citação realizada por WhatsApp e confirmado o andamento do processo em decisão proferida no dia 3 de junho.

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