O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) negou que o lançamento do programa Aliança pela Água, em Várzea Grande, tenha finalidade eleitoreira. Questionado sobre críticas de que a iniciativa poderia beneficiar sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso, o republicano afirmou que seria mais cômodo fazer promessas do que assumir o compromisso de enfrentar um problema histórico do município.
“Eu não assumiria esse risco. Seria melhor continuar fazendo promessa como os outros já fizeram”, declarou.
O programa foi anunciado em parceria entre o Governo do Estado, a Prefeitura de Várzea Grande, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para recuperar o sistema de abastecimento de água do município. A proposta prevê um conjunto de medidas voltadas à reestruturação da gestão do Departamento de Água e Esgoto (DAE), ampliação da eficiência operacional e execução de investimentos para reduzir a falta de água enfrentada pela população.
Segundo Pivetta, as ações serão executadas por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), instrumento que estabelece metas, prazos e responsabilidades para solucionar o problema. O governador destacou que todo o processo será acompanhado pelos órgãos de fiscalização, afastando qualquer possibilidade de uso político da iniciativa.
“É importante registrar que o que estamos fazendo hoje aqui é um Termo de Ajustamento de Conduta. Esses contratos e negócios que iremos fazer em nome do saneamento de Várzea Grande serão fiscalizados pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas. Nós somos da política de fazer mais com menos. Vamos fazer isso em Várzea Grande agora.”
O governador também ressaltou que o modelo poderá servir de referência para outras cidades mato-grossenses que enfrentam dificuldades semelhantes no abastecimento de água. Embora o TAC estabeleça prazo de um ano para o cumprimento das medidas, Pivetta afirmou que os resultados dependerão da execução prática das ações previstas.


















