O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) notificou a Câmara de Várzea Grande para que avalie possíveis consequências éticas e parlamentares envolvendo o vereador Rogério de França Martins, conhecido como Rogerinho Dakar, ex-diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG).
A medida foi adotada em investigação que apura a origem de valores em dinheiro supostamente recebidos pelo vereador. O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo no qual Rogerinho aparece com maços de dinheiro. O material foi incorporado ao inquérito civil.
Na recomendação, a promotora Taiana Castrillon Dionello destaca que, embora Rogerinho estivesse licenciado do mandato para comandar o DAE, ele continua sendo vereador. Por isso, a Câmara deve avaliar se os fatos podem configurar eventual quebra de decoro parlamentar.
O MPMT ressalta, porém, que a notificação não representa conclusão de culpa. A Câmara terá 10 dias para informar quais providências adotará e apresentar documentos que comprovem o cumprimento da recomendação.
A Prefeitura de Várzea Grande também já foi notificada pelo Ministério Público para instaurar investigação administrativa sobre a conduta do ex-dirigente do DAE. As informações ainda foram encaminhadas à Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).
Segundo o MPMT, a eventual omissão do poder público diante de suspeitas envolvendo recursos públicos também pode gerar responsabilização administrativa e criminal.




















