A Justiça marcou para 18 de novembro de 2026, às 8h, o julgamento de Inês Gemilaki, Bruno Gemilaki Dal Poz e Éder Gonçalves Rodrigues, acusados de envolvimento no ataque armado que terminou com duas pessoas mortas e outras duas feridas em Peixoto de Azevedo, a 691 quilômetros de Cuiabá.
Os três serão julgados pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Sinop pelos homicídios de Pilson Pereira da Silva e Rui Luiz Bogo e pelas tentativas de homicídio contra José Roberto Domingos e Erneci Afonso Lavall.
O crime aconteceu em 21 de abril de 2024, durante uma confraternização em uma residência. Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, Inês entrou no imóvel armada com uma pistola, acompanhada do filho, Bruno, que carregava uma espingarda calibre 12. Os dois teriam efetuado diversos disparos.
Éder, conforme a acusação, teria participado dando apoio na fuga e conduzindo a caminhonete utilizada pelo grupo.
Pilson e Rui foram atingidos pelos tiros e morreram ainda no local. José Roberto e Erneci também foram baleados, mas sobreviveram.
Ataque teria sido motivado por cobrança de aluguel
Segundo a investigação, o ataque teria sido motivado por uma disputa relacionada ao aluguel de um imóvel pertencente a Erneci. A vítima havia ingressado com uma ação de cobrança contra Inês.
As circunstâncias apontadas na denúncia serão discutidas durante o julgamento. Os três acusados respondem ao processo presos preventivamente, e a Justiça manteve a prisão após reavaliar a situação dos réus.
O processo passou por recursos apresentados pelas defesas no Tribunal de Justiça de Mato Grosso e em instâncias superiores. Com o retorno dos autos, a 1ª Vara Criminal de Sinop encerrou a fase de preparação e marcou a sessão do Tribunal do Júri.
Júri terá público limitado
Por causa da repercussão do caso, o plenário do Fórum de Sinop terá limite de 60 pessoas durante o julgamento.
Serão 25 vagas para familiares e pessoas próximas das vítimas e dos réus, 30 para o público geral, mediante credenciamento e eventual sorteio, e cinco destinadas à imprensa.
Celulares, gravadores e outros equipamentos eletrônicos não poderão ser utilizados dentro do plenário. A captação e transmissão de áudio e vídeo ficarão sob responsabilidade exclusiva da equipe de comunicação oficial do Poder Judiciário.
Além dos depoimentos das testemunhas indicadas pelas partes, o juízo autorizou a apresentação das armas apreendidas e determinou a juntada de informações policiais e imagens de câmeras de monitoramento relacionadas ao caso.





















