A defesa do coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Cacadini de Vargas afirmou estar confiante na absolvição do militar durante o julgamento do Tribunal do Júri que ocorre nesta terça-feira (28), em Cuiabá. Apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como financiador do assassinato do advogado Roberto Zampieri, o coronel nega qualquer participação no crime.
Antes do início da sessão, os advogados Silvio Eduardo Polidoro, Sarah Quinetti e Jayme Rodrigues Carvalho Júnior defenderam que as provas produzidas no processo não sustentam a acusação e disseram esperar um julgamento “justo, isento e tranquilo”.
“Estamos muito confiantes no resultado positivo para a defesa do coronel Cacadini. O que buscamos é mostrar para a sociedade as provas que realmente existem no processo para que os jurados possam fazer um julgamento isento”, afirmou Silvio Eduardo Polidoro.
O advogado também revelou que a defesa identificou possíveis irregularidades processuais, mas optou por não levantar essas questões antes do julgamento para evitar qualquer adiamento.
“Existem irregularidades, mas o objetivo hoje é deixar a sociedade julgar. A gente não quer travar, não quer impedir que o julgamento aconteça. Vamos discutir o mérito da causa, que é o que a sociedade e as famílias esperam”, declarou.
A advogada Sarah Quinetti reforçou a tese de inocência do militar e classificou o coronel como um “preso político”. Segundo ela, caberá ao Ministério Público comprovar a acusação apresentada na denúncia.
“O coronel nunca ouviu falar no nome de Roberto Zampieri. Ele não tem nada a ver com esse crime e nós vamos provar isso no júri”, afirmou.
Já o advogado Jayme Rodrigues Carvalho Júnior avaliou que o julgamento deverá transcorrer sem grandes intercorrências e voltou a questionar a consistência das provas reunidas pela acusação.
“A defesa está muito confiante na insustentabilidade das provas que o Ministério Público trouxe até agora. Hoje será feita a Justiça”, disse.
Acusação
Etevaldo Luiz Cacadini de Vargas responde ao processo ao lado de Antônio Gomes da Silva, apontado como executor dos disparos, e de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, acusado de intermediar a execução e fornecer a arma utilizada no homicídio.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Cacadini foi o responsável por financiar a execução do advogado Roberto Zampieri, assassinado em 5 de dezembro de 2023, em frente ao escritório onde trabalhava, em Cuiabá. As investigações da Polícia Civil apontam que a participação do coronel foi revelada por depoimentos dos demais envolvidos e corroborada por elementos obtidos durante a apuração, incluindo análises de aparelhos eletrônicos e outras provas técnicas.
Ao pronunciar os três acusados para julgamento, a Justiça concluiu que havia indícios suficientes de autoria e materialidade para submeter o caso ao Tribunal do Júri. O Ministério Público sustenta que o coronel integrou o grupo responsável por planejar e viabilizar financeiramente o homicídio, tese contestada integralmente pela defesa.




















