A defesa de Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, afirmou que uma consultoria psiquiátrica identificou indícios de que o réu apresentava um possível transtorno delirante persistente com temática de ciúme na época em que matou a ex-companheira Thays Machado e o namorado dela, Willian Cesar Moreno.
Segundo o psiquiatra forense Hewdy Lobo Ribeiro, a análise técnica preliminar encontrou elementos que justificam a abertura de um incidente de insanidade mental para que uma perícia oficial esclareça as condições psicológicas do acusado.
“A consultoria técnica identificou elementos que justificam a dúvida quanto à capacidade mental do acusado no momento do crime. O nosso trabalho, nesse primeiro momento, é registrar essa dúvida. A partir dela, a perícia oficial deverá esclarecer, de forma definitiva, se existiam alterações mentais e quais eram essas alterações”, afirmou Hewdy Lobo Ribeiro.
Com base no parecer, a defesa protocolou um pedido de instauração de incidente de insanidade mental, previsto no artigo 149 do Código de Processo Penal. O objetivo é verificar se Carlinhos Bezerra possuía plena capacidade de compreender o caráter ilícito de seus atos ou de agir conforme esse entendimento quando os homicídios ocorreram.
Os advogados sustentam que o exame é indispensável para esclarecer se o suposto transtorno delirante com temática de ciúme influenciou a capacidade de discernimento do acusado na data dos crimes.
No entanto, os pedidos foram negados e o Tribunal do Júri do réu está previsto para a próxima sexta-feira, 31 de julho.




















