Um vídeo gravado no início da manhã mostra o barulho provocado por araras que está no centro de uma briga entre moradores de um condomínio no bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. A confusão ganhou proporção após envolver o advogado Reinaldo Américo Ortigara e a advogada Silvana Alves de Souza, esposa do delegado da Polícia Civil Bruno Abreu, e terminar na Justiça.
Nas imagens, é possível ouvir os gritos das aves ainda nas primeiras horas do dia. Segundo Silvana, o barulho começava por volta das 5h30 e a situação já vinha causando incômodo havia cerca de um ano.
A discussão que terminou na polícia começou na manhã de domingo (23), depois que moradores voltaram a reclamar do barulho das araras no grupo de WhatsApp do condomínio.
Reinaldo, noivo da responsável pelas aves, foi incluído no grupo durante a discussão e passou a responder às reclamações. A partir daí, o desentendimento deixou de tratar apenas do barulho e passou a envolver também reclamações relacionadas aos cães de Silvana e Bruno.
Conforme o boletim de ocorrência e mensagens apresentadas à polícia, durante a discussão Reinaldo teria dirigido uma série de ofensas a Silvana. Ele também teria publicado fotografias de fezes atribuídas aos cães da família e feito provocações contra a advogada.
Bruno Abreu também acabou citado durante a troca de mensagens. Em determinado momento, após Silvana mencionar o marido, Reinaldo teria respondido: “só marcar o dia e a hora”.
Após o episódio, Silvana registrou boletim de ocorrência e pediu medidas protetivas. A Justiça determinou que Reinaldo mantenha distância mínima de 1 quilômetro dela, de familiares e testemunhas, além de proibir qualquer contato com a advogada.
A decisão também impede Reinaldo de frequentar a residência e o local de trabalho de Silvana e de participar de grupos de aplicativos de mensagens dos quais ela faça parte.
Bruno Abreu afirmou que não utilizou a condição de delegado para interferir no episódio e que a situação foi tratada exclusivamente como uma questão particular. Segundo ele, as mensagens foram preservadas e encaminhadas às autoridades responsáveis pela apuração.
O caso é investigado.
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