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MAIS UMA VEZ

Wilson diz ser “frustrante” nova ausência de ex-secretário e que ele “está correndo da CPI da Saúde”

A CPI remarcou o novo depoimento de Gilberto Figueiredo para 2 de setembro.
Foto: 24 Horas MT

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O presidente da CPI da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Wilson Santos (PSD), afirmou que o ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo tem adotado medidas para evitar o comparecimento à comissão. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (26), após Figueiredo faltar novamente à oitiva para a qual havia sido convocado.

“Ele continua correndo da CPI”, afirmou Wilson, ao comentar a ausência do ex-secretário.

Segundo o parlamentar, Figueiredo já havia manifestado disposição para prestar esclarecimentos. Em abril, conforme relatado pelo presidente da comissão, o ex-secretário afirmou em entrevista que estaria à disposição caso recebesse um convite. No dia seguinte, Wilson disse ter encaminhado oficialmente o convite em nome da presidência da CPI, mas não recebeu resposta.

Posteriormente, Figueiredo foi formalmente convocado pela comissão e, ainda segundo Wilson, continuou afirmando que não teria problemas em comparecer. A oitiva chegou a ser marcada para esta quarta-feira, mas o ex-secretário alegou compromisso relacionado ao lançamento de sua campanha eleitoral e pediu o adiamento.

A CPI, então, remarcou o depoimento para 2 de setembro.

“Ele não queria vir aqui, só que depois das eleições parece que ele fez um pedido”, afirmou Wilson.

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Habeas corpus foi negado pelo TJ

Além da justificativa relacionada à agenda eleitoral, Wilson destacou que Figueiredo chegou a recorrer ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) para tentar evitar o comparecimento. Segundo o deputado, o pedido de habeas corpus foi indeferido.

Para o presidente da CPI, a sequência de episódios demonstra uma diferença entre o discurso do ex-secretário e sua conduta diante da comissão.

“Uma coisa é o que ele fala, mas, na prática, ele tem agido verdadeiramente para não comparecer à CPI”, declarou.

Wilson também contestou a justificativa de falta de tempo para a defesa. De acordo com ele, a convocação ocorreu antes mesmo da divulgação da agenda de campanha apresentada pelo ex-secretário como motivo para não comparecer.

“Ele já sabia. Ele continua correndo da CPI. Foi proposital”, afirmou o deputado, ao ser questionado se acreditava que a ausência havia sido intencional.

CPI tem limitações para obrigar depoimento

Apesar das críticas, Wilson reconheceu que a CPI não dispõe mais dos mesmos mecanismos coercitivos utilizados em investigações parlamentares no passado. O deputado citou decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) que, segundo ele, limitaram a atuação das comissões.

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“As CPIs perderam muita força por decisões recentes do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

O presidente explicou que não há, atualmente, possibilidade de recorrer automaticamente à condução coercitiva para garantir a presença de alguém convocado. Por isso, caso Figueiredo também não compareça na nova data, a comissão terá de avaliar quais medidas podem ser adotadas dentro dos limites constitucionais.

“Hoje, o investigado, a testemunha vem, se quiser. Querendo vir, responde; se quiser, não responde. Fragilizou muito o trabalho dos deputados do Parlamento, mas vamos continuar”, disse Wilson.

Relatório parcial

Mesmo diante das dificuldades para ouvir alguns dos envolvidos, o presidente afirmou que os trabalhos da CPI seguem normalmente. Wilson antecipou que pretende apresentar um relatório parcial em setembro.

“Em setembro eu vou apresentar um relatório parcial”, declarou.

A CPI da Saúde foi instalada na Assembleia Legislativa para apurar possíveis irregularidades relacionadas à gestão e aos contratos da área da saúde em Mato Grosso. A comissão vem ouvindo servidores, empresários e outros envolvidos antes de avançar para a consolidação das informações levantadas durante a investigação.

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