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CULTURA REGIONAL

Siriri Andorinha do Pantanal mantém tradição viva entre crianças e jovens de Barão de Melgaço

Grupo criado em 2022 une dança, música e trabalho social para preservar uma das manifestações culturais tradicionais de Mato Grosso

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No coração do Pantanal mato-grossense, crianças e jovens encontram na dança e na música uma forma de manter viva uma tradição que atravessa gerações. Em Barão de Melgaço, o grupo folclórico Siriri Andorinha do Pantanal surgiu com a proposta de preservar a cultura local e, ao mesmo tempo, oferecer aos participantes um espaço de convivência, aprendizado e valorização das próprias raízes.

A iniciativa foi idealizada por Joliane Aparecida da Trindade Araújo, conhecida como Ju Trindade, que já atuava na área cultural do município por meio da organização de festas juninas e do Arraiá do Brejinho. Em junho de 2022, o grupo realizou a primeira apresentação e passou a reunir crianças, adolescentes e adultos interessados em aprender e manter a tradição do Siriri.

O nome escolhido faz referência ao próprio território onde o grupo nasceu. Andorinha do Pantanal foi escolhido por representar uma ave presente na região e, ao mesmo tempo, fazer alusão à identidade pantaneira de Barão de Melgaço.

Atualmente, o grupo mantém núcleos voltados para diferentes faixas etárias. Entre adolescentes e adultos, são cerca de 20 integrantes, incluindo os dançarinos e músicos responsáveis por acompanhar as apresentações. Há ainda um grupo infantil, formado por aproximadamente 20 crianças, com idades que vão de 5 a 14 anos.

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Mais do que ensinar passos e músicas, o trabalho desenvolvido pelo grupo busca aproximar os jovens da cultura e da história do município.

“Nosso objetivo é não deixar morrer a cultura. É mostrar para as crianças a cultura que nós temos, o que é ser melgacense, gostar e amar a nossa cultura, a dança e a música”, explica Joliane.

O projeto também ganhou uma dimensão social. Segundo a fundadora, os ensaios e apresentações são utilizados como espaços para trabalhar valores como respeito, acolhimento, educação e convivência coletiva.

A intenção é oferecer aos jovens uma alternativa de participação e pertencimento, mantendo-os envolvidos com atividades culturais e longe de situações de vulnerabilidade.

“Trabalhamos o respeito ao próximo e a importância de trabalhar no coletivo. Queremos mostrar esse caminho da cultura, para que ela permaneça viva dentro da nossa cidade”, afirma.

Em cada apresentação, crianças e adolescentes ajudam a manter uma manifestação cultural que faz parte da identidade mato-grossense. Para o grupo, preservar o Siriri não significa apenas repetir uma tradição do passado, mas garantir que ela continue sendo conhecida e praticada pelas novas gerações.

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Em Barão de Melgaço, o Andorinha do Pantanal transforma dança, música e convivência em instrumentos de memória e pertencimento, levando para os mais jovens o conhecimento de uma cultura que nasceu e permanece ligada à vida pantaneira.

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