A greve dos trabalhadores dos Correios chega ao fim nesta sexta-feira (25) após decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou o retorno dos funcionários às atividades em todo o país. Em Mato Grosso, a categoria havia aderido à paralisação nacional no dia 10 de setembro, provocando impactos na rotina dos serviços postais durante o período de mobilização.
O TST decidiu, na quinta-feira (24), que a greve não foi abusiva, mas determinou o retorno dos trabalhadores. A paralisação havia sido iniciada após o fracasso das negociações para o acordo coletivo da categoria.
Em Mato Grosso, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios (Sintect-MT) aprovou a adesão ao movimento em assembleia realizada no dia 10 de setembro. Na ocasião, a paralisação foi aprovada por tempo indeterminado.
Durante a greve, representantes dos trabalhadores informaram que a adesão no Estado era parcial. O sindicato chegou a estimar que cerca de 30% dos funcionários permaneciam trabalhando. Segundo a entidade, caso a paralisação avançasse até o período da operação eleitoral, a prioridade seria dada às atividades relacionadas às eleições.
Decisão do TST
Além de determinar o fim da paralisação, o TST estabeleceu reajuste salarial de 4,09%, retroativo a 1º de agosto. O mesmo percentual será aplicado a benefícios vinculados à remuneração, como vale-refeição e auxílio-creche.
A Corte também decidiu que os dias parados poderão ser compensados pelos trabalhadores, inclusive por meio de mutirões aos fins de semana, para ajudar a reduzir o volume de encomendas e correspondências acumulado durante a paralisação. Não haverá desconto salarial referente aos dias de greve, conforme a decisão.
Outro ponto definido pelo tribunal envolve o plano de saúde. Os Correios deixarão de ser a empresa mantenedora do benefício e passarão a oferecer subsídio empresarial para a assistência à saúde, seguindo as regras do novo modelo. Até a implementação, permanece em vigor o atual Correios Saúde II.
O que muda para quem espera encomendas
Com a retomada das atividades, a tendência é de normalização gradual dos serviços, mas a regularização das entregas não ocorre necessariamente de forma imediata. Durante a paralisação, os Correios acionaram um plano de continuidade, com remanejamento de veículos, mobilização de empregados administrativos para atividades operacionais e realização de mutirões para preservar o fluxo logístico.
Em Mato Grosso, a retomada deverá ocorrer a partir desta sexta-feira, com a volta dos trabalhadores às unidades e às atividades de tratamento, transporte e distribuição.
A paralisação nacional começou em 10 de setembro e ocorreu em meio a uma série de dificuldades financeiras enfrentadas pelos Correios. O principal ponto de conflito entre a empresa e os trabalhadores foi a mudança na estrutura do plano de saúde, além de outras reivindicações da campanha salarial.
A decisão do TST encerra, portanto, uma paralisação que durou cerca de duas semanas e agora abre uma nova etapa: a retomada dos serviços e a recuperação do fluxo de encomendas que ficou represado durante a greve.



















