A crítica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à troca do VLT pelo BRT em Cuiabá provocou प्रतिक्रिया imediata do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que saiu em defesa da decisão adotada pelo governo estadual e questionou o conhecimento do chefe do Executivo federal sobre transporte coletivo.
“Nós prestamos contas e continuaremos a prestar contas, que o VLT em Cuiabá era inviável, completamente inviável. Nós pegamos esse negócio em 2018, todos são testemunhas, já começado e mal feito”, afirmou Pivetta, ao rebater as declarações.
A fala ocorre após Lula comentar, durante evento público, a paralisação das obras do Veículo Leve sobre Trilhos, iniciadas ainda no contexto da Copa do Mundo de 2014. O presidente sugeriu que a substituição pelo BRT teria sido motivada por vaidade política, já que o projeto original havia sido iniciado por outra gestão.
Em resposta, Pivetta reforçou que a mudança de modal foi baseada em critérios técnicos e na viabilidade econômica, estudos conduzidos ainda na gestão do ex-governador Mauro Mendes (União). Ele também criticou a condução inicial do projeto do VLT, destacando falhas estruturais desde sua origem.
Segundo o governador, um dos principais problemas foi a aquisição antecipada dos vagões, antes da conclusão da infraestrutura necessária, durante a gestão de Silval Barbosa. A venda desses equipamentos ao governo da Bahia, conforme explicou, permitiu recuperar parte dos recursos e viabilizar o novo modelo.
“Com esse dinheiro que vendemos para Bahia, nós vamos fazer nosso sistema de transporte coletivo, eficiente, moderno, seguro e confortável para todos os mato-grossenses”, disse.
Pivetta ainda garantiu que o cronograma do BRT segue mantido, com previsão de conclusão até o fim deste ano. Ele acrescentou que o governo continua avaliando outras alternativas de transporte, mas indicou que algumas opções têm custo elevado.
“Não descartamos nenhuma hipóteses, mas o BUD é o mais descartado, pois é bem mais caro, muito mais caro”, concluiu.
A troca de declarações amplia o debate sobre mobilidade urbana na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande, reacendendo discussões sobre decisões passadas e os rumos do transporte público no estado.


















