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“Constrangido”, presidente do TJ cobra reação urgente diante da alta de feminicídios em MT

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O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, José Zuquim Nogueira, afirmou que o avanço dos casos de feminicídio no estado exige uma resposta conjunta da sociedade e das instituições. A declaração foi feita durante evento realizado em Cuiabá para discutir a cobertura responsável da violência contra a mulher.

“Eu me sinto constrangido pelo quadro apresentado de feminicídio no nosso Estado. Acho que chegou o momento de nós fazermos alguma coisa de mãos dadas”, disse o magistrado, ao defender maior integração entre poder público, Judiciário e imprensa.

Zuquim também chamou atenção para a necessidade de reflexão sobre aspectos culturais ligados à violência de gênero. Segundo ele, a própria experiência de vida evidencia mudanças sociais importantes. “Eu fui criado em um ambiente machista. Hoje, a participação da mulher é substancial na sociedade e a gente está vivendo um mundo diferente”, afirmou.

O evento ocorreu em meio a um cenário preocupante em Mato Grosso. Em 2025, foram registrados 53 feminicídios — aumento de 13% em relação ao ano anterior — mantendo o estado entre os líderes nacionais nesse tipo de crime. Em 2026, ao menos 11 casos já foram contabilizados.

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A iniciativa foi organizada pela desembargadora Maria Erotides Kneip, por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher). Ela destacou o papel da imprensa na divulgação de canais de denúncia e na cobrança por políticas públicas.

Atualmente, 110 dos 142 municípios de Mato Grosso contam com redes de enfrentamento à violência contra a mulher. A meta, segundo a magistrada, é ampliar essa estrutura com apoio da mídia.

“Porque a imprensa ecoa a voz calada, silenciada da vítima. E a vítima é que cobra essa articulação”, concluiu.

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