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JOGO POLÍTICO

“Ninguém pode querer ganhar por WO”, diz Fagundes ao reagir à pressão para PL abrir mão de candidatura em favor de Pivetta

Apesar das especulações, a direção nacional e estadual do PL divulgaram nota reafirmando que a pré-candidatura de Wellington Fagundes está mantida e que não há negociação em andamento para retirada de seu nome da disputa.

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O senador Wellington Fagundes (PL) reagiu às articulações nacionais entre PL e Republicanos que poderiam levar seu partido a abrir mão de uma candidatura própria ao Governo de Mato Grosso para apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Sem citar diretamente o Republicanos, o parlamentar afirmou que a democracia exige a participação de mais candidatos e comparou a disputa eleitoral a uma partida de futebol, criticando a tentativa de vencer uma eleição “por WO”.

“A população quer viver num país democrático. Democracia é oportunizar alternativas para a população escolher. Quanto mais candidatos, melhor para o cidadão. Cada um deve apresentar suas ideias e discutir o que é melhor para Mato Grosso”, declarou.

Na avaliação de Wellington, impedir que adversários disputem a eleição não é o caminho adequado. “Quando existe essa insistência de não aceitar mais candidatos para concorrer, é como querer ganhar uma Copa do Mundo por WO. Não pode ser”, afirmou.

As declarações ocorrem após a divulgação de informações de bastidores de que o Republicanos condicionou o apoio à eventual candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao compromisso do partido de apoiar candidatos da legenda em alguns estados, entre eles Mato Grosso, onde Pivetta buscará a reeleição. A articulação é atribuída à direção nacional do Republicanos, que tem o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, como principal liderança política.

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Questionado se estaria chateado com Tarcísio, Wellington negou qualquer desconforto e relembrou que o governador paulista também já buscou espaço político dentro do PL.

“O Tarcísio quis ser candidato ao Senado por Mato Grosso naquela época, e nós do PL, juntamente com o presidente Valdemar, explicamos tanto para o presidente Bolsonaro quanto para ele que eu sou filiado ao partido, construí o PL em Mato Grosso e todos os meus mandatos foram pela legenda”, afirmou.

O senador recordou ainda que, posteriormente, Tarcísio acabou sendo eleito governador de São Paulo e defendeu que é natural que lideranças busquem oportunidades políticas, desde que não impeçam os projetos de outros.

“É natural que as pessoas busquem oportunidades, mas impedir projetos de outro eu acredito que não é o correto”, concluiu.

A polêmica ganhou força nos últimos dias após reportagens apontarem que o Republicanos tenta costurar um acordo nacional com o PL para as eleições de 2026. Em Mato Grosso, o entendimento passaria pelo apoio à candidatura de Pivetta ao governo. Apesar das especulações, a direção nacional e estadual do PL divulgaram nota reafirmando que a pré-candidatura de Wellington Fagundes está mantida e que não há negociação em andamento para retirada de seu nome da disputa.

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