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EM DIFERENTES PALANQUES

“Não é pedido de voto”: Janaina rebate Abilio após declaração de parceria com Fávaro

Candidata ao Senado afirma que mantém respeito por adversários e diz que não pediu votos para nenhum outro candidato ao Senado

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A candidata ao Senado Janaína Riva (MDB) rebateu as críticas do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), depois de aparecer em um evento político promovido pelo deputado federal Emanuelzinho (PSD) e declarar apoio ao, também candidato a senado, Carlos Fávaro (PSD). A manifestação de Janaína foi interpretada por Abilio como falta de fidelidade à aliança entre MDB e PL para as eleições de 2026.

No vídeo que circulou nas redes sociais, Janaína aparece no mesmo palanque de Fávaro e afirma que pretende atuar ao lado do senador em pautas relacionadas à igualdade entre homens e mulheres.

“Eu quero evoluir ao lado do Fávaro com essa mesma garra, essa mesma determinação, para lutarmos juntos por mais equidade entre homens e mulheres”, afirmou a candidata.

A declaração foi suficiente para provocar reação de Abilio, que cobrou do próprio PL um posicionamento sobre a postura da candidata. O prefeito questionou onde estaria a fidelidade partidária defendida pelo partido e criticou a aproximação de Janaína com Fávaro e Emanuelzinho, ambos associados a grupos políticos adversários do campo bolsonarista.

“Defendendo o Fávaro e o Emanuelzinho, vice-líder do Lula? Aí não, Janaína”, afirmou Abilio em vídeo. O prefeito também disse que o PL deveria cobrar um posicionamento da candidata e voltou a criticar a aliança entre PL e MDB.

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Abilio ainda acusou Janaína de tentar se apresentar como integrante da direita enquanto mantém aproximações políticas com nomes ligados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As declarações fazem parte da disputa política dentro da própria aliança que reúne PL e MDB na eleição estadual.

Janaina diz que não pediu votos

Ao responder às críticas, Janaina fez uma distinção entre estar no mesmo palanque, manter diálogo político e pedir votos para determinado candidato. Segundo ela, não há, em suas manifestações públicas, pedido de voto para outro candidato ao Senado.

A candidata afirmou que está participando de diferentes palanques durante a campanha e que mantém uma postura de respeito com os políticos que compartilham esses espaços, independentemente de estarem ou não na mesma chapa.

Janaina também citou situações em que poderá dividir palanque com diferentes lideranças. A lógica, segundo ela, é de convivência política e respeito institucional, e não necessariamente de apoio eleitoral a todos os nomes presentes.

A emedebista chegou a dar como exemplo um eventual evento com o deputado estadual Max Russi (Podemos) e o governador Mauro Mendes (União Brasil): mesmo estando no mesmo palco que outros candidatos, ela afirmou que cumprimentaria os adversários e manteria o respeito, sem necessariamente pedir votos para eles.

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A candidata também rejeitou a interpretação de que sua presença ao lado de Fávaro represente uma orientação para que seus eleitores votem nele. Segundo Janaína, não é possível encontrar em suas manifestações um pedido de voto para outro candidato ao Senado que não seja ela própria.

Crise dentro da aliança

A polêmica ocorre em meio a uma relação já tensionada entre PL e MDB. As duas legendas estão juntas na composição majoritária, mas lançaram candidaturas próprias ao Senado — Janaína pelo MDB e José Medeiros pelo PL.

A disputa ficou ainda mais evidente com o conflito pelo tempo de propaganda eleitoral. O STF determinou que Janaína e Medeiros tenham 50% do horário eleitoral cada um, depois que a divisão inicial garantia aproximadamente 60% ao candidato do PL e 40% à candidata do MDB.

O episódio envolvendo Fávaro adiciona mais um componente à disputa. Enquanto Abilio cobra fidelidade à aliança e defende que o PL adote uma postura mais rígida, Janaína sustenta que a presença em palanques diversos faz parte da própria dinâmica eleitoral e não significa, necessariamente, transferência de votos.

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