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DISPUTA PREVISTA

Max confirma interesse em reeleição e pode enfrentar Faissal na disputa pela Mesa da ALMT

Presidente da Assembleia diz que colocará o nome novamente à disposição enquanto deputado também articula candidatura à Mesa

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi, confirmou que pretende disputar novamente a Presidência da Casa e pode ter pela frente uma disputa interna com o deputado Faissal Calil (PL), que também já manifestou interesse em ocupar um dos principais cargos da Mesa Diretora.

Max afirmou que vai colocar o próprio nome à disposição dos 24 deputados e disse considerar legítima a movimentação de Faissal e de outros parlamentares que pretendam disputar a Presidência ou a Primeira Secretaria.

“Todo mundo tem direito de disputar, aqueles que quiserem colocar o nome à disposição, assim como eu também tenho direito de colocar o nome à disposição”, afirmou.

Apesar de ainda não ter iniciado uma articulação formal, Max revelou que alguns deputados já o procuraram espontaneamente para manifestar apoio à sua permanência no comando da Assembleia. Ele, no entanto, pretende deixar as conversas mais intensas para depois do período eleitoral.

“Eu não procurei ninguém porque eu gostaria de deixar isso para depois do dia 15 de novembro”, disse.

O presidente explicou que prefere aproveitar o resultado das eleições antes de iniciar uma nova disputa interna. Segundo ele, os deputados acabaram de sair de uma campanha eleitoral desgastante e não seria adequado emendar imediatamente uma eleição na outra.

“Você não sai de uma eleição e começa outra. Então tem que deixar o jogo rolar, passar, vamos esperar”, afirmou.

Faissal entra no radar

A possível candidatura de Faissal coloca mais um nome na disputa pela próxima Mesa. Segundo Max, o deputado estaria avaliando concorrer à Presidência ou à Primeira Secretaria.

Para o atual presidente, a disputa faz parte do processo democrático interno da Assembleia e caberá aos próprios deputados definir quem terá condições de comandar a Casa pelos próximos dois anos.

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“São 24 deputados, todos têm o direito de colocar o nome. Vão ser avaliados pelos deputados. É uma eleição interna”, afirmou.

Max também rejeitou a ideia de que uma eventual disputa com o grupo apoiado pelo governador eleito, Otaviano Pivetta, seria necessariamente um confronto político.

‘Se eu for bem avaliado, espero que seja’

Ao justificar o interesse em permanecer no comando da Assembleia, Max citou o trabalho desenvolvido durante sua gestão e afirmou que pretende ser avaliado pelos próprios colegas.

“Se eu for bem avaliado, espero que seja. Se eu não for, é alternância. Então é muito tranquilo”, afirmou.

O presidente destacou que, sob sua gestão, a Assembleia conseguiu ampliar a atuação dos parlamentares e citou pautas que considera importantes, como a defesa dos servidores públicos, do agronegócio e do comércio.

“Nós fizemos um bom mandato. A Assembleia cresceu, nós elegemos 18 deputados, uma deputada não disputou, então seriam 19 reeleitos. Então a Assembleia fez entregas, os deputados tiveram condições de trabalhar”, afirmou.

Max também destacou que manteve o gabinete aberto aos colegas e afirmou que, caso esse trabalho não seja suficiente para garantir sua recondução, respeitará a decisão dos parlamentares.

“Se não foi suficiente isso para eu ser reconduzido, eu tenho que respeitar”, disse.

Primeiro-secretário será escolhido pela maioria

Outra questão que começa a movimentar os bastidores é a composição da chapa. Max afirmou que não pretende impor um nome para a Primeira Secretaria caso consiga permanecer na Presidência.

Segundo ele, o escolhido deverá ser aquele que reunir maior apoio entre os deputados.

“Meu primeiro secretário será aquele que reunir mais condições, aquele que tiver mais apoio. Eu não posso impor um secretário”, afirmou.

Max disse que prefere que a escolha seja construída pela maioria dos parlamentares e que os nomes que já estão sendo cogitados poderão ser considerados na formação da chapa.

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“Eu gostaria que o secretário viesse da maioria dos deputados, que os deputados têm que escolher porque é quem vai conduzir a Assembleia nos próximos dois anos”, declarou.

Ainda assim, Max reconheceu que uma eventual chapa só será confirmada como vencedora após a votação.

“Se essa chapa vai ser vencedora ou não, só saberemos com os votos dos deputados”, afirmou.

Max não vê interferência de Pivetta

Questionado sobre a possibilidade de enfrentar uma eventual preferência de Pivetta pela composição da Mesa, Max afirmou acreditar que o governador eleito deverá respeitar a autonomia do Legislativo.

“Eu tenho convicção que o governador Pivetta não vai querer interferir dentro da Assembleia. Ele não vai querer participar da eleição da Mesa da Assembleia”, disse.

Apesar disso, o presidente afirmou que ouviria o governador caso ele apresentasse alguma preferência ou eventual veto durante as articulações.

“Eu vou ouvir sim, se ele tiver alguma preferência, se ele tiver algum veto, enfim, eu acho que faz parte”, declarou.

Max defendeu uma Assembleia independente, mas sem romper o diálogo com o Executivo. Segundo ele, a intenção é construir uma relação institucional e evitar conflitos com o Palácio Paiaguás.

“A Assembleia tem que trabalhar de forma independente, mas apoiando as políticas que são importantes para Mato Grosso”, afirmou.

Para Max, a prioridade é garantir uma relação de harmonia entre os Poderes. “Eu não quero jamais começar um governo aqui com conflito com o Palácio ou com qualquer poder. Eu quero trabalhar de forma harmônica, com muito diálogo, com muita discussão”, concluiu.

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