O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou nesta quarta-feira (7) que sua filha, Raquel Cattani, assassinada em julho de 2024, não foi vítima de feminicídio. Segundo ele, o crime ocorreu porque o ex-marido dela, Romero Xavier, não aceitava o fim do relacionamento.
“Ela não foi assassinada por ser mulher. Foi assassinada pelo relacionamento que tinha com uma pessoa totalmente desequilibrada”, declarou o parlamentar.
Romero Xavier foi condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato. A declaração de Cattani ocorreu durante uma manifestação em defesa da deputada eleita por São Paulo Eduarda Campopiano (PL-SP), que afirmou que “feminicídio não existe”.
A fala também contrasta com uma declaração anterior do deputado, quando chamou os netos de “órfãos do feminicídio” ao defender políticas públicas para familiares de vítimas.
Desde outubro de 2024, o feminicídio passou a ser crime autônomo no Código Penal, com pena de 20 a 40 anos de prisão. Em Mato Grosso, 38 casos foram registrados até setembro de 2026, segundo o Observatório Caliandra, do Ministério Público Estadual.



















