A mãe do professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, desaparecido há 12 dias em Várzea Grande, afirmou à Polícia Civil que está disposta a perdoar quem possa ter feito algum mal ao filho. Em meio à angústia pela falta de notícias, ela disse que a única coisa que deseja neste momento é encontrar Breno.
A declaração foi feita durante um depoimento ao delegado Bruno Abreu, responsável pela investigação na Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Segundo o policial, a conversa foi longa e marcada pela emoção.
“Mesmo naquele momento de dor dela, ela chegou a falar até em perdão. Ninguém teria feito isso, né? E, naquele momento ali, ela disse que a única preocupação dela é encontrar o filho”, relatou o delegado.
Breno desapareceu no dia 26 de setembro, depois de sair de casa, na região da Capela do Piçarrão, em Várzea Grande. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele se encontrou com uma pessoa e deixou o local na garupa de uma motocicleta. Desde então, não foi mais localizado.
Polícia trabalha com hipótese de homicídio
O caso inicialmente era investigado pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas, mas passou para o Cartório de Homicídio Consumado da DHPP após os investigadores reunirem elementos que apontaram para a possibilidade de que Breno tenha sido morto.
A Polícia Civil classificou o caso como de alta complexidade. Uma pessoa já foi identificada e é tratada como possível suspeita, mas a eventual participação dela ainda está sendo investigada.
Diante do tempo sem notícias, Bruno Abreu afirmou que precisou ser sincero com a mãe sobre a possibilidade de o filho estar morto, mas ressaltou que as investigações continuam na tentativa de esclarecer o que aconteceu.
“Apesar da gente explicar a probabilidade dele estar morto, nessas horas a gente precisa ser sincero com a mãe. Pelo tempo, né? E falar para ela confiar na polícia, que a resposta vai ser dada”, afirmou.
Segundo o delegado, a mãe também levou informações consideradas relevantes para a investigação e demonstrou confiança no trabalho dos policiais.
“Quando uma mãe perde o seu filho e confia na polícia, isso gera mais responsabilidade para nós”, afirmou Abreu.
‘Tudo que podia fazer, já fez’
O delegado disse ainda que a DHPP já realizou as diligências que estavam sob sua responsabilidade e que algumas etapas dependem de procedimentos técnicos e de outras instituições.
“Tudo, 100% tudo que a Delegacia de Homicídios podia fazer, ela já fez. Tanto no Ministério Público, no Judiciário”, afirmou.
Ele evitou, porém, revelar detalhes da investigação que poderiam comprometer as diligências.
O delegado também confirmou anteriormente que existe uma linha de investigação em andamento, mas ressaltou que a motivação ainda está sendo analisada. Informações que circularam nas redes sociais chegaram a apontar uma possível ligação com “tribunal do crime”, porém a própria Polícia Civil afirmou que não há, até o momento, nenhuma prova de envolvimento de facção criminosa nesse sentido.
A Polícia Civil mantém o pedido de ajuda da população. Informações que possam contribuir para localizar Breno, identificar o motociclista ou esclarecer o desaparecimento podem ser repassadas pelo Disque-Denúncia 197 ou diretamente à DHPP.
Enquanto as investigações avançam, a família continua esperando por respostas. Para a mãe, segundo o delegado, mesmo diante da possibilidade de uma tragédia, permanece um único pedido: encontrar o filho.




















