Os moradores de Várzea Grande devem começar a sentir os primeiros efeitos da Aliança pela Água em até 20 dias. A previsão foi feita pelo engenheiro sanitarista Juliano Manzeppi, representante do Governo de Mato Grosso no comitê gestor criado para acompanhar a execução do plano de recuperação do sistema de abastecimento do município.
Com 25 anos de experiência na área de saneamento e ex-diretor do Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande, Manzeppi afirmou que as primeiras frentes de trabalho começam imediatamente, com ações emergenciais para reduzir a intermitência no fornecimento de água.
Segundo ele, o planejamento contempla obras rápidas, como extensões e interligações de redes, além da instalação de novos equipamentos e manutenção das estruturas já existentes.
“Já estamos recebendo os orçamentos para reservatórios, equipamentos e componentes necessários. Na próxima semana queremos iniciar os contratos e colocar as frentes de trabalho nas ruas. Em menos de 20 dias a população já vai começar a perceber a diferença”, afirmou.
O representante do Estado explicou que algumas regiões sequer possuem rede de abastecimento, enquanto outras necessitam apenas de intervenções pontuais para ampliar a distribuição. A expectativa é que, conforme as obras avancem, o tempo de interrupção no fornecimento seja reduzido gradativamente.
Questionado sobre o atual sistema de rodízio, Manzeppi afirmou que o abastecimento será reavaliado continuamente, de acordo com os resultados das intervenções.
“A cada ação realizada, vamos reavaliar o sistema para reduzir cada vez mais o tempo de intermitência. O objetivo do governador é que a água chegue todos os dias às casas das pessoas”, destacou.
Investimento pode ultrapassar R$ 60 milhões, diz Pivetta
O governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos) explicou que a Aliança pela Água surgiu após novos pedidos da prefeita Flávia Moretti e será executada em parceria entre o Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas.
Segundo ele, o Estado já havia destinado cerca de R$ 40 milhões para obras de saneamento no município, mas decidiu ampliar a participação diante da necessidade de novas intervenções.
“O plano foi elaborado por técnicos, discutido com a equipe do DAE e financiado inicialmente com R$ 60 milhões. Se, durante a execução, houver necessidade de mais recursos, vamos aportar o que for preciso”, afirmou.
Prefeita destaca parceria e experiência técnica
A prefeita Flávia Moretti (PL) ressaltou que o Governo do Estado já vinha investindo em obras estruturantes de saneamento em Várzea Grande, como melhorias em estações de tratamento e sistemas de captação de água.
Segundo ela, a chegada de Juliano Manzeppi ao comitê gestor fortalece a estratégia para acelerar as ações e reduzir os pontos mais críticos de desabastecimento.
“Eu vinha mostrando ao governador que tínhamos condições de resolver o problema, mas precisávamos dos recursos. Agora, além do investimento, temos uma estratégia técnica coordenada pelo Juliano, que possui experiência na área de saneamento e vai ajudar a diminuir a intermitência e ampliar o abastecimento em todo o município”, afirmou.
Com investimento inicial de até R$ 60 milhões e duração prevista de 12 meses, a Aliança pela Água reúne Governo do Estado, Prefeitura de Várzea Grande, Ministério Público e Tribunal de Contas em uma força-tarefa para recuperar o sistema de abastecimento e garantir maior regularidade no fornecimento de água aos moradores do município.


















