O governador em exercício de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que o governo estadual adotou medidas para restringir a atuação de instituições financeiras em operações de crédito consignado após denúncias envolvendo empréstimos considerados irregulares.
Ao comentar investigação relacionada ao Banco Master, Pivetta negou que o Estado tenha contratado diretamente a instituição. Segundo ele, o governo abriu um processo de credenciamento para bancos e fintechs interessados em oferecer empréstimos aos servidores públicos estaduais.
“O Banco Master era apenas um entre dezenas de bancos e fintechs habilitados naquele momento”, explicou.
O governador destacou que, após a identificação de problemas envolvendo modalidades de crédito oferecidas aos servidores, o governo encaminhou à Assembleia Legislativa uma lei que restringiu a atuação de instituições sem endereço físico em Mato Grosso.
Além disso, foi estabelecido o limite de 35% da renda para contratação de empréstimos consignados pelos servidores estaduais.
Segundo Pivetta, o Estado também ingressou com medidas judiciais para proteger os servidores que aderiram aos chamados “cartões de benefícios”, modalidade que ele classificou como fraude financeira.
De acordo com o governador em exercício, cerca de R$ 54 milhões estão depositados em conta judicial enquanto a questão é analisada pela Justiça. O valor envolve aproximadamente 25 mil servidores.
“Nós queremos que, ao final do processo, esse dinheiro possa ser devolvido aos servidores que foram prejudicados”, afirmou.


















