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Mauro culpa Emanuel pelo atraso nas obras do BRT: “fez uma verdadeira batalha judicial”

Mauro também citou problemas enfrentados durante a execução, como a quebra da empresa de consultoria contratada, a necessidade de uma nova licitação e imprevistos estruturais encontrados ao longo da obra.
Reprodução/Rádio CBN

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O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil) afirmou, nesta quinta-feira (2), que não considera a não conclusão das obras do BRT um ponto frágil de sua gestão e negou que tenha prometido entregar o sistema em funcionamento. Durante entrevista à Rádio CBN Cuiabá, o ex-chefe do Executivo disse que seu compromisso sempre foi resolver o impasse envolvendo o antigo projeto do VLT e substituir o modal pelo BRT.

“Eu não prometi terminar o BRT. Eu prometi resolver o problema do VLT/BRT, e está resolvido. A obra está em andamento”, declarou.

Questionado se o fato de deixar a principal obra de mobilidade urbana do Estado sem conclusão poderá ser explorado pelos adversários durante a campanha eleitoral, Mauro respondeu que realizou diversas obras além daquelas previstas em seu plano de governo e minimizou o desgaste político pela demora na entrega do BRT.

Na entrevista, o ex-governador afirmou que o maior entrave para o cronograma foi a disputa judicial travada com o então prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, que, segundo ele, atrasou o início das intervenções em cerca de um ano e meio.

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“As pessoas não podem esquecer que o prefeito Emanuel Pinheiro fez uma verdadeira batalha judicial. Não deixava a empresa entrar na rua, não dava licença para o trânsito. Ele atrasou a obra em um ano e meio”, disparou.

Mauro também citou problemas enfrentados durante a execução, como a quebra da empresa de consultoria contratada, a necessidade de uma nova licitação e imprevistos estruturais encontrados ao longo da obra.

Segundo ele, um dos episódios mais graves ocorreu quando a equipe recebeu um comunicado apontando que uma estrutura remanescente das obras do antigo VLT, na região da Miguel Sutil, apresentava comprometimento e precisaria ser demolida.

“Isso atrasou quase um ano. São intercorrências que acontecem em obras públicas.”

Ao defender o legado de sua gestão, Mauro afirmou que entregou diversas obras que sequer haviam sido prometidas durante a campanha eleitoral, citando como exemplos o Hospital Central, o Parque Novo Mato Grosso, a duplicação da BR-163, além de milhares de quilômetros de asfalto e moradias.

“Eu não prometi fazer muita coisa e fizemos. O BRT está em andamento. Eu não deixei uma obra parada, deixei uma obra em andamento”, concluiu.

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