A derrota eleitoral de quatro deputados ligados à Baixada Cuiabana virou tema de uma reunião, nesta terça-feira (13), com o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (Podemos). Júlio Campos (União Brasil), Juca do Guaraná (PSDB), Elizeu Nascimento (Novo) e Paulo Araújo (Republicanos) se encontraram com o chefe do legislativo estadual, para analisar o resultado das eleições de 2026, que deixou os quatro fora da próxima composição titular do Parlamento estadual.
O próprio Júlio Campos chamou atenção para um aspecto regional do resultado: segundo ele, os deputados que não conseguiram a reeleição têm ligação com Cuiabá e a Baixada Cuiabana, enquanto candidatos com bases políticas no interior conseguiram votação expressiva.
“Nós estávamos reunindo, analisando, porque só nós de Cuiabá perdemos a reeleição. Coincidentemente, todos os deputados que não se elegeram […] são da Baixada Cuiabana. Nenhum do interior está nessa lista”, afirmou.
O parlamentar também classificou como “estranha” a votação de candidatos que, na avaliação dele, tiveram desempenho acima do esperado. A conversa, segundo Júlio, serviu para analisar o cenário político e também teve um caráter de despedida do grupo ao fim do mandato.
Votação caiu para três deputados
Os resultados de 2022 e 2026 mostram que três dos quatro parlamentares tiveram redução no número de votos. Júlio Campos, que havia conquistado 33.800 votos em 2022, recebeu 18.517 neste ano — uma queda de aproximadamente 45%.
Juca do Guaraná passou de 20.723 votos para 17.349, redução de cerca de 16%. Já Elizeu Nascimento caiu de 22.415 para 17.663 votos, recuo aproximado de 21%.
Elizeu disputou a eleição de 2022 pelo PL, mas concorreu em 2026 pelo Novo. A mudança de partido ocorreu entre as duas disputas, e ele não conseguiu renovar o mandato.
Paulo Araújo teve mais votos, mas não se reelegeu
O caso de Paulo Araújo foi diferente. Em 2022, ele recebeu 24.551 votos pelo PP. Em 2026, pelo Republicanos, chegou a 30.338 — crescimento de aproximadamente 24%. Mesmo com o aumento, ficou como suplente.
A situação ocorre porque a eleição para deputado estadual segue o sistema proporcional: além da votação individual, a distribuição das cadeiras considera o desempenho dos partidos e federações. No Republicanos, Paulo ficou atrás de candidatos da própria sigla que conquistaram as vagas disponíveis.
A reunião, portanto, reuniu quatro trajetórias eleitorais diferentes, mas com o mesmo desfecho imediato: nenhum dos parlamentares conseguiu garantir uma cadeira titular na próxima legislatura. A avaliação de Júlio Campos coloca no centro do debate a força das lideranças tradicionais da Baixada Cuiabana diante da votação obtida por candidatos de outras regiões de Mato Grosso.





















