A reforma da casa de Rhavenna Barcelos de Almeida teria sido parcialmente financiada por Renildo da Silva Rios, o “Velhote”, apontado como um dos fundadores do Comando Vermelho em Mato Grosso.
A descoberta ocorreu depois que investigadores tiveram acesso a conversas mantidas por Rhavenna. Em uma delas, registrada em fevereiro deste ano, a missionária comenta sobre a instalação de uma porta de vidro, o fechamento da área gourmet e a compra de um aparelho de ar-condicionado.
Ao ser questionada sobre quem pagaria pelas melhorias, Rhavenna indica a participação de “Velhote”: “Que ele vai paga”. Em outra mensagem, ela sugere que o ar-condicionado seria incluído em uma próxima etapa da obra.
A Polícia Civil acredita que o preso sustentava financeiramente Rhavenna e custeava parte das despesas pessoais dela. A reforma seria apenas uma das vantagens recebidas pela missionária.
As apurações também encontraram referências a dinheiro, viagens, flores, alianças e joias. Os investigadores ainda verificam se Renildo colocou um veículo à disposição de Rhavenna.
Mesmo encarcerado na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, “Velhote” conseguia conversar com ela por mensagens e chamadas de vídeo. Os contatos teriam sido realizados por celulares mantidos ilegalmente dentro do presídio.
Rhavenna foi alvo da Operação Fariseus por suspeita de atuar em benefício do Comando Vermelho. A Polícia Civil afirma que ela oferecia suporte financeiro, logístico e de comunicação aos criminosos.
A investigação também envolve o projeto Equipe Evangelismo Resgatando Vidas, ligado à igreja dirigida pelos pais da missionária. A suspeita é de que a iniciativa religiosa tenha sido usada para facilitar ações favoráveis a integrantes da facção.
DUPLA RELAÇÃO
Rhavenna também teria mantido um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, o “Batman”, outro nome ligado à liderança do Comando Vermelho.
Após romper a tornozeleira eletrônica, ele fugiu para o Rio de Janeiro. Conforme a investigação, a missionária conhecia o esconderijo do foragido e viajava para encontrá-lo.
A polícia apura ainda se integrantes da facção pagavam as viagens e outras despesas dos encontros entre Rhavenna e “Batman”.






















