A proprietária do “Luxus Pet Shop”, investigada por maus-tratos contra um cachorro durante um procedimento de banho e tosa em Cuiabá, foi solta após pagar fiança de R$ 4.863 arbitrada pela Polícia Civil. A empresária havia sido presa na terça-feira (19) pelo crime de fraude processual, durante investigação conduzida pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema).
Segundo a Polícia Civil, a suspeita teria tentado dificultar as investigações ao retirar equipamentos utilizados no atendimento do animal do imóvel onde o serviço era realizado, localizado no bairro Parque Ohara. Conforme o delegado Guilherme Pompeo, responsável pelo caso, a empresária contou com a ajuda de familiares para remover as máquinas antes da chegada dos investigadores.
“Ela chegou a retirar as máquinas do local onde o serviço foi realizado, em uma evidente tentativa de dificultar a apuração dos fatos”, afirmou o delegado.
Após ser conduzida à delegacia, a mulher foi autuada por fraude processual, crime previsto no artigo 347 do Código Penal. Como a infração permite pagamento de fiança, ela foi liberada e responderá ao procedimento em liberdade.
O caso ganhou repercussão após o cachorro Ted sofrer graves queimaduras pelo corpo depois de passar por um atendimento de banho e tosa no estabelecimento, no dia 13 de maio. Segundo a tutora, o animal foi devolvido com diversas lesões aparentes.
A denúncia chegou à Dema na última segunda-feira (18), dando início às diligências que culminaram na prisão da proprietária.
Além da investigação criminal, o caso também mobilizou órgãos da Prefeitura de Cuiabá. De acordo com a secretária adjunta do Procon Municipal, Mariana Almeida Borges, o estabelecimento é suspeito de funcionar de forma clandestina, sem alvará e sem responsável técnico veterinário.
As apurações apontam ainda que o endereço registrado no CNPJ estava abandonado e sem atividade aparente. Conforme as investigações, os animais eram buscados e entregues nas residências dos clientes, enquanto os procedimentos eram realizados na casa da empresária.
O Procon, a Vigilância Sanitária, a Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal e a Secretaria de Ordem Pública atuam em conjunto com a Polícia Civil para apurar possíveis irregularidades administrativas e sanitárias relacionadas ao funcionamento do pet shop.






















