A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, vereadora Paula Calil (PL), rebateu as críticas de parlamentares contrários à mudança no regimento interno da Casa que poderia permitir sua candidatura à reeleição no comando do Legislativo cuiabano. Em entrevista nesta quinta-feira (19), a parlamentar classificou os questionamentos como “narrativas” criadas por adversários políticos que, segundo ela, estariam receosos de enfrentá-la em uma nova disputa pela Mesa Diretora.
A discussão gira em torno da necessidade de alteração do regimento interno da Câmara para autorizar a recondução da atual presidente. Parte dos vereadores argumenta que qualquer mudança nesse sentido deveria ter sido aprovada pelo menos um ano antes da eleição da Mesa Diretora, interpretação contestada por Paula Calil.
“Eu avalio como uma narrativa. Porque se eu sentasse na cadeira como presidente e já quisesse pautar uma alteração do regimento interno para eu poder concorrer à próxima disputa da mesa diretora, eu estaria com o desejo do poder. E não é isso que acontece”, afirmou.
A vereadora disse que sua gestão tem sido voltada ao funcionamento da Câmara e ao suporte aos demais parlamentares. Segundo ela, o tema da reeleição surgiu apenas após pedidos de vereadores e servidores pela continuidade do trabalho desenvolvido.
“Nós viemos trabalhando no ano de 2025, estamos trabalhando pela Câmara Municipal de Cuiabá, por Cuiabá. Quando eu falo trabalhando pela Câmara Municipal de Cuiabá, eu trabalho para os 26 vereadores, para que eles possam desenvolver o seu mandato”, declarou.
Paula também criticou o posicionamento de parlamentares que rejeitam a possibilidade de votação da mudança regimental. Para ela, impedir que o tema seja apreciado representa uma restrição ao processo democrático dentro da Casa.
“Por que agora eles estão cerceando um direito democrático, legal, de que eu possa concorrer à reeleição? Porque é uma vedação o que os vereadores estão fazendo. Então, aprova a alteração do regimento e vamos para a disputa. Isso é democracia, isso é legal, é legítimo”, disse.
A presidente reforçou que não pretende impor a alteração, mas defende que o assunto seja levado ao plenário para decisão coletiva dos vereadores. Ela lembrou que a proposta só poderá avançar caso consiga apoio de dois terços dos parlamentares.
“Só será possível se nós tivermos dois terços dos vereadores que concordarem com essa alteração do regimento interno. Então, eu faço esse desafio aos vereadores que vêm fazendo várias narrativas para desestabilizar a gestão, e isso não vai acontecer”, afirmou.
Apesar do embate político nos bastidores, Paula Calil garantiu que seguirá conduzindo os trabalhos da Câmara com “serenidade e seriedade”.



















