O empresário Alex Pucinelli, pré-candidato ao governo de Mato Grosso pelo Democracia Cristã (DC), usou a Tribuna Livre da Câmara Municipal de Cuiabá nesta quinta-feira (21) para defender um projeto de lei que prevê a disponibilização de exemplares da Bíblia nas bibliotecas das escolas públicas municipais. Pucinelli foi convidado pelo vereador Dilemário Alencar, correligionário do DC, e compareceu ao lado de Matos França — ambos representantes dos Gedeões Internacionais no estado.
A proposta enquadra a Bíblia como obra de referência histórica, literária e cultural, a ser disponibilizada da mesma forma que outros títulos existentes nas bibliotecas escolares. Para Pucinelli, a iniciativa não se confunde com ensino religioso nem impõe qualquer obrigatoriedade.
Ao defender o projeto, o empresário sustentou que a Bíblia deve ser lida como registro histórico da humanidade. “A Bíblia é um livro histórico. O início da história da Bíblia relata a criação do universo em sete dias e continua relatando a constituição de uma humanidade a partir de um homem. Isso é uma história. Adão teve um filho, que teve outro filho. Depois teve a história de Noé”, afirmou.
Questionado se o conteúdo bíblico contraria a ciência, Pucinelli disse concordar com o conhecimento científico. “Os dias de Deus nem sempre são os dias dos homens”, respondeu. Em seguida, rebateu quem interpretou a afirmação como religiosa: “Pois é, você que distorceu a minha informação. O nosso projeto de lei constitucionaliza, contextualiza a história escrita na palavra, na Bíblia, que é um livro.”
Para o pré-candidato, a Bíblia merece o mesmo espaço que outros registros históricos já estudados nas escolas. “Tem histórias dos povos africanos, tem histórias dos povos orientais, tem histórias dos povos ocidentais, tem a história dos índios. Nós estamos apenas trazendo para dentro das escolas um projeto de lei que trata a Bíblia como sendo um livro histórico. Qual é o problema de estudar a história que a Bíblia conta?”, questionou.
Ver essa foto no Instagram
Um post compartilhado por 24 Horas MT | Notícias de Cuiabá e Mato Grosso (@24horas_mt)



















