O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) manteve a decisão que leva o policial militar Raylton Duarte Mourão e Vitor Hugo Oliveira da Silva a julgamento pelo Tribunal do Júri pela morte da personal trainer Rozeli da Costa Sousa Nunes, em Várzea Grande.
Por unanimidade, os desembargadores rejeitaram os embargos apresentados pelas defesas e entenderam que não houve prejuízo concreto aos acusados que justificasse a anulação do processo.
Durante a análise, o tribunal corrigiu uma informação de decisão anterior que citava um exame de comparação balística que não consta nos autos. A arma apontada como utilizada no crime também não foi localizada. Segundo o processo, Raylton teria afirmado que descartou o armamento em um rio.
Mesmo assim, os desembargadores consideraram que outros elementos, como laudos periciais, imagens de câmeras, depoimentos e declarações atribuídas aos acusados, permitem o prosseguimento da ação.
Rozeli foi assassinada a tiros em setembro de 2025, quando se preparava para sair de casa, no bairro Canelas, em Várzea Grande. A denúncia sustenta que Raylton teria planejado o crime e acompanhado a rotina da vítima, enquanto Vitor teria participado da execução conduzindo a motocicleta usada na ação.
Os dois respondem por homicídio triplamente qualificado e por posse ilegal de arma de fogo. Uma das linhas investigadas para a motivação está relacionada a uma disputa judicial envolvendo uma empresa ligada ao policial.
Com a nova decisão, Raylton e Vitor permanecem aguardando a definição da data do julgamento pelo Tribunal do Júri.




















