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DEIXA A PRISÃO

Professor da UFMT investigado por assédio contra estudante tem prisão revogada pela Justiça

Saulo Tarso Rodrigues estava preso desde 10 de agosto; decisão mantém medidas para impedir aproximação e proteger a estudante

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O professor de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Saulo Tarso Rodrigues teve a prisão preventiva revogada pela Justiça nesta terça-feira (1º), depois de permanecer pouco mais de 20 dias preso. Ele é investigado por assédio, ameaças e contatos insistentes contra uma estudante da instituição.

A soltura não encerra o processo contra o professor. Ele continuará submetido a restrições determinadas pela Justiça para proteger a estudante.

A mudança ocorreu após a investigação policial ser concluída e o Ministério Público apresentar denúncia. Com o avanço do caso, a magistrada avaliou que manter Saulo preso preventivamente não seria mais necessário neste momento e que outras medidas seriam suficientes.

O Ministério Público também se manifestou favoravelmente à revogação da prisão.

Saulo estava preso desde 10 de agosto. Ele foi localizado em uma casa no bairro Marajoara, em Várzea Grande, em uma ação realizada dentro da Operação Mulheres Seguras 2026.

A prisão havia sido determinada após a Justiça apontar situações como tentativas de contato com a estudante, abordagem de testemunhas e divulgação de informações relacionadas a um processo que corre sob sigilo.

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Antes da decisão desta terça-feira, a defesa já havia tentado retirar o professor do sistema prisional.

Os advogados alegaram que Saulo enfrentava problemas psiquiátricos, precisava de acompanhamento médico e fazia uso contínuo de medicamentos. A defesa pediu que a prisão fosse substituída por domiciliar.

No domingo (30), porém, o desembargador Orlando Perri negou esse pedido. Na ocasião, considerou que o professor estava recebendo acompanhamento e os medicamentos necessários dentro do sistema prisional.

Dois dias depois, a prisão preventiva acabou revogada por outro motivo. A nova decisão levou em consideração principalmente o fato de a investigação ter terminado e a denúncia já ter sido apresentada pelo Ministério Público.

Saulo também permanece afastado de suas atividades na UFMT. A universidade determinou o afastamento cautelar em 24 de julho, depois de receber uma denúncia feita por uma estudante do curso de Direito, e abriu procedimento administrativo para apurar o caso.

Em outro processo, sem relação com a estudante da UFMT, Saulo foi condenado em julho a 10 meses e 15 dias pelo crime de perseguição contra a ex-companheira, em contexto de violência doméstica.

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