A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Jailton Gonçalves Coelho, de 29 anos, suspeito de matar a esposa, Taymilla Reis da Silva, de 23 anos, e o filho do casal, de apenas 4 meses, em uma propriedade rural de Mato Grosso. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (18).
O crime ocorreu na quinta-feira (17), em uma região rural de Luciara, próxima a Porto Alegre do Norte e São Félix do Araguaia. Os corpos de Taymilla e do bebê foram encontrados na entrada de uma fazenda, às margens de uma estrada vicinal, com ferimentos provocados por golpes de faca.
Jovem teria pedido ajuda à mãe
Segundo o delegado Daniel Moura, Taymilla havia procurado a mãe horas antes do crime e relatado que temia ser morta pelo companheiro. Diante do pedido de socorro, o irmão dela, de 18 anos, foi de motocicleta até a propriedade para buscá-la.
Ao chegar ao local, conforme o relato apresentado à Polícia Civil, o jovem teria encontrado Jailton segurando a irmã pelos cabelos e a agredindo. O suspeito teria ameaçado o rapaz, que deixou a propriedade e seguiu para Porto Alegre do Norte em busca de ajuda.
Ainda segundo o depoimento, antes de deixar o local, o irmão teria visto Jailton esfaqueando Taymilla pelas costas. Quando as equipes policiais chegaram à propriedade, mãe e filho já estavam mortos.
Suspeito foi encontrado dormindo
Após o crime, equipes das polícias Civil e Militar realizaram buscas pela região. Jailton foi localizado em uma das casas da propriedade rural onde o casal morava. Segundo a polícia, ele estava dormindo quando foi encontrado e recebeu voz de prisão.
Durante o interrogatório, o suspeito apresentou uma versão diferente. Segundo a Polícia Civil, ele afirmou que teria sido atingido com pauladas pela companheira e que reagiu atacando Taymilla com uma faca.
A versão apresentada por Jailton é contestada pelos elementos reunidos até o momento pela investigação, especialmente pelo pedido de socorro feito pela vítima antes do crime e pelo relato do irmão dela.
Investigação continua
A Polícia Civil havia representado pela prisão preventiva ainda na quinta-feira. Nesta sexta, durante a audiência de custódia, a Justiça determinou a conversão da prisão em flagrante para preventiva. Com a decisão, Jailton permanece preso e à disposição da Justiça.
A investigação continua para esclarecer a dinâmica das mortes e a motivação do crime. Laudos periciais também deverão contribuir para esclarecer as circunstâncias dos ataques e a extensão dos ferimentos sofridos pelas vítimas.


















