O candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan (Avante), rebateu declarações do senador e candidato à reeleição Carlos Fávaro (PSD) sobre investimentos federais no estado. Durante entrevista à TV Cidade Verde nesta sexta-feira (18), Galvan voltou a questionar os números apresentados pelo adversário e citou o corte de R$ 100 milhões em dotação orçamentária destinada à BR-158.
“É uma mentira, porque ele aprendeu muito bem a mentir. Como ele falou também que trouxe 400 ambulâncias aqui para Mato Grosso, tem dezenas e dezenas de municípios que não receberam nenhuma”, disparou Galvan.
O candidato do Avante já havia confrontado Fávaro sobre o assunto durante o debate da TV Vila Real, realizado na quinta-feira (17). Na ocasião, Fávaro afirmou que recursos chegaram aos municípios mato-grossenses e rebateu os questionamentos feitos pelo adversário.
Na entrevista desta sexta, Galvan também criticou a concentração da entrega de veículos no período eleitoral e questionou por que, segundo ele, as ambulâncias não teriam chegado com a mesma intensidade nos anos anteriores.
“Parece-me que Mato Grosso não teve doente nem em 23, nem em 24, nem em 25, não precisava de ambulância naqueles três anos. As ambulâncias começaram a adoecer em 26, no ano eleitoral. Político que se comporta desse jeito não devia ter se tornado político nunca”, afirmou.
Galvan ainda levou a discussão para os investimentos em infraestrutura e citou o recente cancelamento de R$ 100 milhões em dotação orçamentária que estava prevista para a BR-158, no trecho entre a divisa de Mato Grosso com o Pará e Ribeirão Cascalheira.
“Se gabou todo, não estava nem informado que o governo dele cortou R$ 100 milhões que seriam investidos”, disse.
O candidato também contestou a forma como investimentos financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) são apresentados no debate político. Para Galvan, é necessário diferenciar financiamentos que serão pagos pelo estado de recursos efetivamente transferidos pela União.
“Quando ele vem falar de obras, de dinheiro de recurso público federal, as obras da 163, os contornos aqui de Mato Grosso, aqui da Capital, são recursos do BNDES e nós temos que pagar”, declarou.
















